Os Dois Lados de uma Mesma Moeda: o Sagrado e o Profano



Normalmente, as pessoa possuem uma ideia totalmente errada sobre o que é sagrado ou profano. Essa nomenclatura não quer dizer que um seja bom e o outro ruim, respectivamente. Eles são complementares, um não existe sem o outro.


Muitas vezes, a nossa resposta mais natural, rápida e objetiva é dizer que algo que é sagrado não pode ser profano, sendo o inverso também verdadeiro.


Mas será que é realmente dessa maneira? Ou estamos somente repetindo algo que nos foi dito e ensinado com o passar dos anos?


Neste artigo veremos:


  • a etimologia dessas palavras;

  • a relação com o hermetismo;

  • a origem desse pensamento dual e excludente.


O objetivo deste artigo não é trazer nenhuma resposta pronta para você, mas sim que juntos possamos formular boas perguntas. Acredito que podemos fazer aquilo que quisermos nessa vida e dificilmente tocaremos no Divino - mas nos aproximaremos o máximo possível daquilo que nos criou.


E para entender tudo isso, é necessário ter poder de abstração. Então eu lhe convido para descobrir um pouco mais sobre o que realmente é o sagrado e o profano.






As Definições


Sagrado” deriva do latim “sacro”, que representa aquilo que é divino.


Uma curiosidade: na região mais baixa da nossa coluna vertebral existe uma região chamada sacro. E esse nome não é uma simples coincidência. É a região na qual, segundo as filosofias orientais, reside a energia sexual criativa.


Essa também é a região da pélvis, onde os órgãos reprodutivos masculino e feminino se encontram - uma complementaridade - e possuem esse potencial criativo de gerar uma nova vida.


Portanto, a nossa região do sacro é a região sagrada do nosso corpo, considerado um templo. Dessa forma, todos temos um templo dentro de nós (principalmente as mulheres).


Profano”, em latim, significa aquele que está fora do templo, aquele que não entra no templo.


O profano, então, nada mais é do que aquele que não mergulha dentro do sagrado. E não há nada de errado nisso, não é algo ruim, é somente o outro lado desta polaridade.


Ao estudar a filosofia hermética, há um princípio que explica muito bem essa situação. O princípio da polaridade diz que: “Tudo é duplo; tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau. Os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."


O sagrado e o profano são idênticos em natureza criativa, mas são diferentes em grau. São dois pólos distintos de uma mesma natureza.


Se não entendemos que tudo é polaridade, passamos a julgar tudo como “certo” e “errado”. O julgamento é um processo mental, não somos ninguém para julgar ninguém. Algo pode ser sagrado ou profano para você, não necessariamente seja para todos - e vice-versa.


Para entender mais sobre o processo de julgamento, clique no link abaixo para ter a explicação detalhada em um artigo.


Quero ler o artigo Quem Sou Eu para Julgar o Outro?!


Entender o macro, ou seja, o aspecto de polaridade dessa ideia facilita o nosso entendimento sobre essa questão levantada. Não precisamos trilhar um caminho solitário sagrado porque a sociedade é profana; somos nós quem criamos a sociedade.


Se a sociedade é profana, é porque nós a criamos desta maneira.





A Escolha do Caminho que Seguiremos


Não podemos escolher trilhar um caminho sagrado negando a existência do profano. Não podemos escolher estar dentro de um templo negando aquilo que está fora. E também não podemos escolher uma jornada profana e negligenciar a presença do sagrado.


Na tentativa de trilhar um caminho sagrado, podemos nos isolar da sociedade negando o profano. Dessa forma, estaremos jogando o profano para a nossa sombra. O mesmo pode acontecer com o sagrado, ser afastado para a sombra na tentativa de trilhar um caminho profano.


E essa sombra, um dia, irá pesar. Tenha certeza.


Se tiver curiosidade para entender melhor sobre nossa Sombras e quais são as consequências de colocarmos nela certas características, dentre outras coisas que não queremos enfrentar ou viver, é só clicar no link abaixo para ter acesso à um artigo completo sobre o assunto.


Quero ler o artigo O Que Está Escondido em sua Sombra?


O fato é: o Universo é dual.


O símbolo mais poderoso do Universo é o do Yin-Yang. Ele mostra claramente que o Universo se manifesta através da polaridade, da dualidade e que o lado positivo possui seu aspecto negativo, e vice-versa.


E isso não diz respeito somente sobre a moralidade e sobre a ética, pelo contrário, a polaridade tratada aqui é energética, da manifestação de informações que o Universo nos proporciona.


Se isso não for entendido, não criaremos uma realidade favorável e teremos diversas dificuldades no quesito “viver em sociedade”, pois sempre estaremos afirmando alguma coisa em detrimento de outra, estaremos achando que o outro está errado e nós estamos certos.


Ou seja, estaremos sempre vibrando em nosso Ego.


Só sairemos dessa situação quando percebemos que não é somente nosso lado que está certo enquanto o outro está errado, mas sim que ambos os lados fazem parte de uma mesma moeda.


Os dois pólos fazem parte de uma mesma natureza. Os dois pertencem ao mesmo mundo.


Entendendo todos os vértices possíveis dessa questão, poderemos buscar - finalmente - o equilíbrio. Só transcendemos a dualidade ao encontrarmos o Yin-Yang dentro de cada um de nós.





Reflexão



O ser Yin-Yang é aquele que encontrou o Divino dentro de si e percebeu que ali, dentro do seu Divino, existe também o profano. Assim, ele une as polaridades.


Muitos homens repudiam a ideia de existir o feminino em si, assim como muitas mulheres negam que possuem um aspecto masculino dentro delas. Mas na verdade, o gênero não tem nada - absolutamente nada - a ver com o sexo de seu nascimento. O gênero é um processo mental e criativo.


Para nos tornarmos seres equilibrados precisamos entender que, dentro de cada um de nós, existe o masculino e o feminino, o sagrado e o profano...tornando-nos assim seres andróginos divinos e tendo acesso à todo nosso potencial criativo.


Como o Universo é dual, não podemos nos prender somente de um lado. Além disso, o Universo não é 100% sagrado, senão não existiria o profano. Portanto, uma vida que vale a pena ser vivida é uma vida equilibrada, que busca o Tao - que busca a totalidade e não lateralidade.


O Tao é ser uno, dessa forma, precisamos buscar integrar e equilibrar as dualidades presentes em nós.


Não podemos escolher traçar um caminho espiritual negando e negligenciando a sociedade, pois quem a cria e desenvolve somos nós. Para termos a experiência completa precisamos estar “fora do templo” e “dentro do templo” - para sermos totais precisamos experimentar os dois pólos.


Sabendo disso, um dos métodos mais interessantes para aprender mais sobre ambos os lados que existem dentro de você é o Mapa Arquetípico®. Ele é uma excelente oportunidade de se conhecer mais profundamente.


Com essa ferramenta você poderá ter conhecimento sobre como viver os aspectos-luz do seu arquétipo regente e como trabalhar os aspectos-sombra que cria ao negá-lo.



Se quiser fazer seu Mapa Arquetípico®, acesse o link:

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Abraços fraternos,

Lucca Ferronatto

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