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O que é o Ego? Precisamos nos livrar dele?


O que será que é preciso fazer para que a gente possa se livrar do ego?


Você já deve ter ouvido sobre a necessidade de nos livrarmos do ego, de dizimá-lo de nossas vidas. Mas será que isso é realmente necessário? Será que quem diz isso sabe realmente o que é o ego? Afinal, paramos alguma vez para nos perguntar o que de fato é o ego?


Você já reparou que a grande maioria das pessoas que tem tudo o que querem com facilidade, se você tiver um olhar mais profundo, vai perceber que elas parecem mais infelizes do que aquelas que pouco tem.


Por que será que isso acontece? Por um único motivo: as pessoas acham que para serem felizes precisam de coisas externas, precisam ter, conquistar, dominar, mostrar, ganhar, conseguir. No fundo, nem mesmo essas pessoas tem o que desejam.


A grande maioria dos seres humanos não entende o funcionamento do Universo. E o pior, nem procura entender. Sempre que tocamos nesse assunto há muita resistência, pois a maioria das coisas do planeta estão organizadas em cima dos interesses do Ego.





O que é o Ego?


A economia, a política, interesses pessoais, sociais, militares, entretenimento, mídia, agropecuária, religião, enfim...a grande maioria das coisas nos dias atuais são completamente pautada na noção do Ego. Mas afinal, o que é o Ego?


A grosso modo, o Ego é a nossa percepção sobre o mundo - complementada pela nossa memória. É uma ferramenta da nossa psique que guarda as nossas lembranças, experiências, pensamentos, ideias, sentimentos e sensações. Ele é, basicamente, a nossa noção do "eu".


É o que divide o nosso inconsciente do consciente, o Ego é tudo o que a gente acredita que é. O problema é que, o que a gente acredita e o que a gente consegue ver é uma parte muito pequena de um todo que a gente está constantemente ignorando.


Sabe tudo o que pensamos que somos? E se eu te falar que na verdade existe um mundo infinito que a gente sequer consegue notar? Esse mundo é o que a psicologia chama de inconsciente.


Enquanto estamos mergulhados na nossa percepção, na nossa mente consciente, no nosso Ego, existem várias coisas acontecendo que nos influenciam de uma forma gigantesca e que sequer estamos nos dando conta.


Isso porque existem dois centros distintos do nosso "eu" disputando a nossa atenção a cada instante:


  • o Ego;

  • e a Essência.





A Essência



A essência é o que podemos chamar de "Self". Para tentar explicar em palavras o que é a essência, usarei uma definição muito interessante do filósofo e educador brasileiro Huberto Roden.


Roden nos convida a dissecar a palavra Universo. Se você separar a palavra UNIVERSO, teremos UNI e VERSO. UNI é uma unidade que se manifesta através de VERSOS, uma totalidade que se expressa através de diversidades. É o Uno, o Todo experimentando através de Essências, de Centelhas Divinas.


A Essência, portanto, é o Uno que existe dentro de cada um de nós (VERSOS). Se você fechar os olhos, respirar fundo, encher o seu peito e esvaziar sua mente de qualquer pensamento, e simplesmente se colocar no aqui e agora, facilmente poderá perceber a sua essência.


Não é um processo tão fácil assim nos dias de hoje, mas também não é um processo difícil. Eu aposto que você já conseguiu sentir isso, seja brincando com o seu filho, à beira-mar, em um fim de tarde, viajando ou andando de bicicleta, em algum momento de profundo relaxamento e de presença no momento presente.


Aquele momento em que a gente sente que tem uma parte de tudo bem aqui dentro de nós. Se você perceber, na maior parte do tempo, o nosso foco está no Ego e nos conteúdos que ele traz, que são: pensamentos, julgamentos, dramas pessoais. E a Essência? Onde fica? Fica em segundo plano, abafada pela nossa incessante atividade mental.


E essa é a razão da maioria dos nossos problemas. A partir do momento que a gente perceber essa inversão de papéis, do Ego com a Essência, a consciência começa a se expandir de forma natural, e transforma a nossa realidade para melhor. E a felicidade passa a ser uma consequência dessa nova percepção da realidade.





Por que devemos (ou não) nos livrar do Ego?


Bom, esse é o maior erro que a maioria de nós comete ao perceber a existência e a influência dele em nossas vidas. Na verdade, não é necessário livrar-se do Ego. Muito pelo contrário, precisamos dele.


Segundo o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, embora o Ego tenha uma relação direta com a nossa identidade pessoal, com a manutenção da nossa personalidade e com a mediação entre o consciente e o inconsciente, ele na verdade deve responder às necessidades de outro aspecto que é superior à ele: o Self.


O Self é a divindade interior, a parte do Todo que existe dentro de cada um de nós. O Self é a nossa Essência. O que pode acontecer é o ego confrontar ou satisfazer o Self. E por que eu disse anteriormente que as pessoas não são felizes se não entendem o funcionamento do Universo?


Porque se você entender o Self, a Centelha Divina, o VERSO do UNO, que existe uma parte do Todo dentro de cada um de nós - somos, portanto, o Todo - pararemos de confrontar o Self com o nosso Ego. Pararemos de cair na armadilha de achar que somos a nossa percepção de realidade.


Começamos, então, a sentir que fazemos parte do divino. E se somos o divino também, por que querer ter o controle sobre algo? Por que nos fecharmos na impressão que temos sobre nós mesmos?


Em 1882, no Reino Unido, foi fundada a Sociedade para Pesquisa Psíquica - que há um século já defendia que a psique humana é uma substância imaterial, ou seja, não depende do corpo para existir. Nós não somos o nosso corpo, nossos pensamentos, emoções ou os papéis que exercemos na sociedade. Essa identificação é completamente equivocada.


Mas, não é necessário eliminar o Ego. O que podemos fazer, na verdade, é integrá-lo ao nosso Self, ou seja, colocá-lo à favor da nossa Essência.


Nosso Ego começa a se formar lá na infância, e isso é extremamente necessário para que nós - como indivíduos - tenhamos saúde mental, sejamos únicos, fortes, autênticos. O ego é a noção do "eu", é o centro da nossa mente consciente. Ele é uma estrutura necessária que não dá para eliminar.


Então se não devemos eliminar o ego, o que fazemos com ele?





Reflexão



Após a infância - quando já estamos com o Ego formado - deveria começar o processo que Jung chamou de Individuação (que é a ligação entre o Ego e o Self), o tornar-se um indivíduo, aquele que não se divide.


O jovem começaria a se ligar a sua essência e, gradualmente, o seu Ego começaria a se moldar até ser completamente incorporado. O Ego, portanto, não deixa de existir mas se coloca completamente à favor da Essência.


Quando o processo da Individuação não acontece por vontade própria, o Ego se expande cada vez mais e acaba limitando o potencial criativo natural de cada um de nós. Mas é exatamente aqui que podemos nos transformar, não eliminando o Ego mas colocando-o à favor do nosso Self, da nossa Essência.


O autoconhecimento e autodesenvolvimento são objetivos a serem alcançados por cada um de nós, atingindo e dando sequência ao processo de Individuação pelo qual todos devemos passar. Uma forma de se conhecer com maior profundidade é através do Mapa Arquetípico®.

Com este instrumento, você poderá ter conhecimento sobre os aspectos luz e aspectos sombras do seu arquétipo regente.



Se quiser fazer seu Mapa Arquetípico®, acesse o link:

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Quando percebermos que nosso Ego é temporário, mas que a nossa Essência é infinita - pois ela é parte de tudo que existe - nos libertaremos dos condicionamentos do Ego e nos renderemos à Centelha Divina.


Enquanto acreditamos que temos o controle de algo, estamos fadados a perder tudo o que achamos que temos. Mas quando entendermos que não temos absolutamente nada - mas que somos tudo -, estaremos integrados.


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Abraços fraternos,


Lucca Ferronatto

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