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O Poder das Mandalas

Atualizado: Jan 27


Você com certeza já viu o desenho de uma mandala em algum lugar, em algum momento. Mas, você sabe realmente o poder que esse símbolo circular possui? Tem alguma ideia de qual o verdadeiro significado por trás de tantos detalhes?


A palavra “mandala” significa círculo em sânscrito e é considerada como um símbolo de cura e espiritualidade. Sua antiguidade, segundo alguns estudos, pode ser remetida ao século VIII a.C. As mandalas foram - e ainda são - usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação.


Segundo o dicionário, a Mandala possui dois significados:


  • Para a Filosofia e Religião: é uma diagrama composto de formas geométricas concêntricas, utilizado no hinduísmo, no budismo, nas práticas psicofísicas da ioga e no tantrismo como objeto ritualístico e ponto focal para meditação [Do ponto de vista religioso, a mandala é considerada uma representação do ser humano e do universo; em sua forma menos elaborada, é denominado iantra];

  • Por extensão, para a Psicologia: segundo a teoria junguiana, é um círculo mágico que representa simbolicamente a luta pela unidade total do eu.


Agora que já temos duas possíveis visões sobre as mandalas e seus usos, continue a ler o artigo pois vamos nos aprofundar um pouco mais nesse tema.





A Origem das Mandalas


Acredita-se que as mandalas tenham surgido no Oriente, mas essa hipótese pode ser substituída por: só obtivemos consciência de que as mandalas existem através do Oriente, já que, na realidade, as mandalas sempre existiram na natureza.


Em uma explosão, num ciclone (olhado de cima), nas células de nosso corpo, nas rodas de nossos automóveis e bicicletas, e até mesmo em nossos olhos, podemos encontrar mandalas.


Além do mais, esse símbolo é a representação da perfeita harmonia entre o micro, que é o ser humano e o macro que é o universo, por isso ela pode ser traduzida como harmonia universal.


Para os hinduístas e budistas, a mandala auxilia na concentração da prática meditativa e é comum encontrá-la nos templos dessas religiões e filosofias. Já as mandalas tibetanas são feitas em areia e demandam um longo tempo de preparação.


Não existe um padrão de decoração para a parte interior das mandalas e, por isso, há mandalas que podem trazer a figura de Buda, ou outros símbolos presentes no inconsciente coletivo, enquanto outras podem mostrar apenas figuras geométricas. O Fato é que toda mandala é um símbolo, pois todos os seus elementos, juntos, criam e transmitem significados oníricos e profundos que se comunicam diretamente com o nosso inconsciente.





Os Usos das Mandalas


Para os Povos Nativos Americanos

Acredita-se, entre os nativos americanos, que a mandala possui o poder de proteger e afastar os pesadelos e espíritos malignos. Por conta disso, também costumam receber o nome de “filtro dos sonhos”.


No Cristianismo

Embora não seja usado para fins de cura, as mandalas estão igualmente presentes no cristianismo. As rosetas encontradas nas catedrais góticas podem ser consideradas mandalas.


O fato deste símbolo estar propagado em tantas culturas indica o grande significado que o círculo tem para o subconsciente. Ela traduz satisfatoriamente a ideia de perfeição que nós seres humanos pretendemos alcançar.


Na Psicologia

A mandala também foi utilizada por Carl Jung (1875-1969) para explicar a psiquê humana. Jung fez uma analogia entre a composição de uma mandala e os três níveis de consciência que dispomos.


O ponto central da mandala seria identificado como o self, a essência do nosso ser e do qual tudo converge ou irradia. As primeiras figuras - a partir do centro - da mandala seriam o inconsciente pessoal e as bordas mais afastadas seriam o inconsciente coletivo.


Na Educação

As mandalas podem ser utilizadas como um recurso didático por vários professores de arte, história e matemática, já que este símbolo serve para ensinar vários tópicos como:


  • as formas geométricas;

  • as cores;

  • as diferenças de tamanhos;

  • os conjuntos;

  • desenvolver a percepção visual;

  • a história da arte;

  • e a história das religiões.


Confeccionar uma mandala permite que o aluno exerça a sua autonomia e individualidade, deixando a sua marca pessoal nela. De forma semelhante às citadas anteriormente, alguns educadores usam as mandalas para turmas que são consideradas muito agitadas, devido ao poder apaziguador que este desenho contém em si.





Benefícios das Mandalas


Os benefícios de se fazer e pintar uma mandala são muitos. A pessoa que a confecciona fica concentrada em uma tarefa específica e assim pode canalizar a sua atenção, além de exercitar a sua criatividade e o seu poder de decisão ao se ocupar com a escolha de cores e padrões geométricos diversos.


Dessa maneira, essa pessoa entra em um estado de concentração comparável ao transe. De forma semelhante, o mesmo tipo de foco acontece com os atletas e/ou músicos quando estão desempenhando suas funções.


Sendo assim, a mandala vem sendo utilizada para tratamentos em patologias como déficit de atenção, depressão, estresse e na terapia ocupacional. Diferentes mandalas têm diferentes padrões visuais, e cada padrão desperta sensações diferentes.





Reflexão



A mandala foi e é usada como expressão artística e religiosa, seja através: de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e nas artes indígenas, e também na arte sacra de vários séculos.


Jung descreve as mandalas como quadros representativos ideais ou personificações ideais que se manifestam na psicoterapia, interpretando-as como símbolos da personalidade no processo da individuação.


A mandala é, ao mesmo tempo, um resumo da manifestação espacial, uma imagem do mundo, além de ser a representação e atualização de potências divinas. Própria para conduzir quem a contempla à iluminação.

É o símbolo da presença divina no centro do mundo. Sendo assim, a mandala representa a ascensão espiritual que acontece através do processo de interiorização.


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Abraços fraternos,


Amanda Nogueira Vilela


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