Nise: o Poder Curativo da Arte e a Reforma Psiquiátrica no Brasil



O longa-metragem nacional de 2016 Nise, O Coração da Loucura conta a história da doutora Nise da Silveira. Dirigido por Roberto Berliner e estrelado pela Glória Pires, o filme é o resultado de 13 anos de uma longa pesquisa, baseado em um momento da vida e carreira da psiquiatra pioneira da terapia ocupacional no Brasil.


A doutora Nise se utilizava da arte, dentro de um hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro, como forma de ajudar seus pacientes. Ela propôs um novo modo para tratar pacientes que sofriam com a esquizofrenia, uma época em que o eletrochoque e a lobotomia ainda eram considerados formas de cura para pacientes diagnosticados com distúrbios psiquiátricos.


A lobotomia, para aqueles que não a conhecem, é literalmente a retirada de uma parte do cérebro - e tem esse nome pois cada hemisférios do nosso cérebro é constituído por quatro partes denominadas lobos (frontal, occipital, parietal e temporal).


A retirada do lobo pode ser total ou parcial. Todavia, a retirada de certa parte do cérebro pode acabar afetando as funções que tem relação com ela. Por exemplo, se extrairmos a parte posterior do lobo frontal esquerdo, a fala pode acabar prejudicada.


Atualmente, esse procedimento cirúrgico pode ser utilizado para a retirada de tumores e em casos de epilepsia que não conseguem ser controlados com os medicamentos convencionais.


Já o eletrochoque, hoje chamado de eletroconvulsoterapia (ECT), é um método que utiliza o estímulo elétrico como uma maneira de suscitar uma convulsão que faz parte do elemento terapêutico.


A terapia de choque pode auxiliar - em mais de 80% dos casos - a extinguir os piores sintomas da mania, da catatonia (condição mental que resulta em pacientes retraídos, mudos e apáticos) ou mesmo da depressão grave, que pode levar ao suicídio.


Sendo a única mulher formada em sua turma de 150 psiquiatras, Nise se tornou a precursora da reforma psiquiátrica brasileira, que ganhou força no fim dos anos 1970.


Incorporada às diretrizes do Ministério da Saúde no ano de 2001, essa nova política indicou a substituição dos antigos manicômios por uma rede de serviços de âmbito nacional que visa à reinserção do indivíduo na sociedade, ao invés da internação.


Agora que já temos diversos fatos e conceitos explicados, voltemos para o comentário sobre o filme.





Expressão através da Arte


Ao assistir o longa, é possível observar que tais pacientes eram extremamente reprimidos pelos funcionários do hospital, além de serem considerados loucos, muitas vezes negligenciados pelos próprios médicos.


Diferentemente, a doutora Nise passou a acreditar no potencial dos pacientes, além de querer que se expressassem - pois não há maneira melhor de saber pelo o que um pessoa está passando.


Perguntar algo para uma pessoa que possui um grave distúrbio mental pode não ser muito efetivo, talvez ela não consiga lhe responder. Mas se você proporcionar ferramentas, a comunicação pode ser feita através da expressão e um profissional certificado poderá realizar uma análise.


Para saber mais sobre o poder curativo que a arte pode nos proporcionar, é só acessar o link abaixo para ter acesso à um artigo completo sobre o tema.


Quero ler o artigo A Cura por meio da Arte


A doutora passa, então, a dar aos seus pacientes materiais como argila, telas, tintas, para que os internos conseguissem se expressar e se comunicar. Ela também não os tratava como “pacientes”, mas sim como “clientes” - já que os médicos e funcionários do hospital estavam prestando um serviço para eles.


Todo esse processo se iniciou aos poucos, devagar, um passo de cada vez. Após a inserção de tal técnica, descobriu-se dezenas de clientes beneficiados por ela, já que a grande parte deles tiveram significativas melhoras em seus quadros.


Seus clientes se sentiam melhores, passaram a interagir com aqueles ao seu redor e até mesmo entre si.


Seus clientes foram considerados por um crítico de arte da época como grande artistas da humanidade, que produziram obras jamais pensadas ou idealizadas - pois tinham à disposição uma pessoa que lhes permitia expressar-se através da arte.





Reflexão



O trabalho de Nise da Silveira, uma incrível mulher brasileira, dentro de um hospital psiquiátrico foi algo surpreendente, que muitos dos outros doutores não conseguiram realizar e, infelizmente, não possuíam o mínimo de abstração para fazer tal trabalho.


Ela foi reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho com a arte, obteve extremo sucesso com seus clientes.


É um filme muito belo e emocionante, que traz um ponto de vista que defende a expressão de nossos conteúdo inconscientes por meio da arte. Se pararmos de reprimir tais conteúdos e os trazermos para a luz da consciência, retratando-os em símbolos e arte, conseguiremos dissolvê-los de maneira mais fácil.


Chegaremos mais próximos da cura.


Esse é o meu ponto de vista como artista e tarólogo. Talvez um psicólogo ou psiquiatra tenha um outro ponto de vista, uma outra opinião.


Busque saber mais sobre a vida dessa mulher. Dessa maneira, você irá trazer uma confirmação para tudo aquilo que foi escrito aqui sobre o poder curativo que a arte tem na vida das pessoas.


Então sim, é possível expressar o seu inconsciente através da arte e encontrar caminhos a partir disso.


Para aprender um pouco mais sobre o seu inconsciente e as forças que o regem, o Mapa Arquetípico® é uma excelente oportunidade de se conhecer mais profundamente. Com essa ferramenta você poderá ter conhecimento sobre como viver os aspectos-luz do seu arquétipo regente e como trabalhar os aspectos-sombra que cria ao negá-lo.


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Abraços fraternos,

Lucca Ferronatto

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