Fui passado para trás, e agora? O que eu faço?



Quem, nesta vida, já não levou uma "rasteira" de alguém?


Em algum nível, todos nós já fomos passado para trás, fomos traídos, rejeitados, caluniados, abandonados...ter o "tapete puxado" faz parte da experiência humana. Isso acontece todos os dias desde que o mundo é mundo - um fato inquestionável.


A reflexão mais importante que trago aqui é: o que você faz quando algo assim lhe acontece? Você deixa de confiar nos seres humanos? Deixa de confiar na vida? Deixa de confiar em si mesmo(a)? Fica paranoico(a) e tenta se defender o tempo todo dos ataques? Ou será que você ataca primeiro para não ser agredido(a)? Ou você se recolher em sua "concha" seguro(a)?


Fica com medo, desconfiado(a), ressentido(a), se sentindo derrotado(a)? Qual seria a reação mais adequada em casos como esses? Quando digo adequada, não estou julgando se a sua reação está certa ou errada.


As observações de todos os atendimentos que já realizei, em meus quase 40 anos de carreira, me levaram à três possibilidades ou níveis que podemos galgar para responder a tais agressões e "puxadas de tapete" de uma forma mais eficaz e consciente.


Qual será, então, a reação a mais adequada possível que podemos ter? A resposta é: isso dependerá de qual é a sua visão de mundo e de qual o papel que você desempenha em sua realidade.


A grosso modo, existem três níveis de respostas quando você é, de alguma maneira, enganado(a). Quer saber quais são? Continue lendo!





Primeiro Nível: o da Vítima


A sua visão de mundo é materialista, você acredita ser separado das outras pessoas, da natureza, do cosmos. Lá no fundo, você acredita na separação entre o que você chama de "eu" e do "outro".


É fácil você se sentir vítima de alguém, das situações da vida, e da própria vida. Você é uma vítima da maneira como você foi criado(a), do seu passado, das coisas que aconteceram contigo, da sua história.


Você pode se sentir vítima de seus governantes, das elites mundiais, do Diabo, do mal do mundo. Quanta coisa para lhe vitimizar, não?! Você não se sente um(a) agente de sua própria realidade, mas sim um alvo que pode ser atacado a qualquer momento.


Você se sente impotente, você precisa se encolher e se defender. O mecanismo de luta e fuga que observamos no mundo animal está implantado também no cérebro humano, na parte mais antiga dele, que chamamos de cérebro reptiliano ou complexo R.


Algo em seu cérebro mais primitivo tenta lhe proteger para que você sobreviva a qualquer custo. Quem já foi passado para trás, uma ou mais vezes, pode enxergar todas a todos como inimigos em potencial.


Quando você vive esse modelo mais básico de sobrevivência, em que você não tem poder pessoal algum, você só poderá se sentir uma vítima. E esse vitimismo diz o que para o Universo? Se você é uma vítima, há alguém como algoz - o outro.


A sua mente começa a exalar o medo de uma forma subliminar, até de uma maneira hormonal você se modifica, mesmo que você pareça estar bem. O seu corpo, a sua mente e sua vibração estão dizendo que você está com medo, que você é uma provável caça.


A mente fica totalmente pronta para se proteger e se esconder, e isso resulta na criação consciente ou inconsciente de situações que justifiquem essa postura de vítima em que você se coloca.


Quando você passa a exalar esse estado é como se estivesse escrito em sua testa "eu estou pronto(a) para ser devorado(a)". Isso acontece no nível vibracional da realidade, partindo do princípio de que quem nos acompanha aceita o fato de que não somos apenas um corpo físico, mas sim seres que possuem uma assinatura energética e que enviam uma determinada informação para o mundo - no mundo, tudo que existe, troca energia e informação.


Nesse estado de vitimismo, você se sente órfão/órfã, desamparado(a). Você perde a confiança e, com isso, você perde a alegria de viver.


Ou você se encolhe ou você ataca, já que você pode entender que a melhor defesa seja o ataque. Esse é o programa holográfico de luta ou fuga, que quando está rodando livre em sua mente acaba ditando suas ações, lhe prendendo em uma realidade de medo, de impotência e sofrimento.


Com isso, você cria mais situações nas quais você se enxerga como vítima. Alguma pessoas estão nesse patamar, sempre se defendendo ou atacando porque se sentem atacadas. Não há poder pessoal algum aqui, e você cria ainda mais problemas como aqueles dos quais você quer se livrar; você atrai mais daquilo que lhe incomoda pois o teu foco está ali.





Segundo Nível: o do(a) Criador(a)



Você sai do nível de vítima para se tornar um(a) criador(a), você subiu mais um degrau. Você estudou um pouco sobre o funcionamento da realidade, já entende que você é uma consciência com o potencial de criar uma realidade diferente, mais plena e mais feliz - isso se você fizer algo diferente do que está acostumado(a) a fazer.


A sua mente se expandiu pelo conhecimento e agora você procura encontrar maneiras de modificar a sua realidade para melhor. Você se dedica e se empenha, você mantém o seu foco na criação da sua realidade.


Você já não se sente mais uma vítima e passa a ser o/a agente da sua história. Isso lhe dá uma maravilhosa sensação de poder, por isso você tenta controlar tudo o que lhe acontece, procura se cercar de pessoas que pensem igual à você, usa estratégias e busca cada vez mais conhecimento, pois acredita que ele lhe dá poder.


Você começa a ter melhores resultados, a sua visão de mundo aparenta ser holística, mas ainda é materialista nas entrelinhas, nas atitudes, principalmente quando as coisas não dão certo.


Seu discurso é sistêmico, mas ainda julga e se frustra quando é contrariado(a) em suas expectativas, quando você não consegue obter os resultados que esperava. Na maioria das vezes, as suas estratégias funcionam e você passa a ser bem sucedido(a), aos seus olhos e aos olhos daqueles ao seu redor.


Como está a sua mente? Sua mente, nesse momento, não procura mais se esconder, não procura se defender, ela está afiada. Você procurar tapar possíveis brechas para que as pessoas não se aproveitem de você, usa estratégias que obteve com o conhecimento.


Você se sente autoconfiante pois está tendo bons resultados, você está articulando bem a sua vida material, mas na maior parte do tempo você está buscando segurança, certeza, procura ficar em sua zona de conforto, não se arrisca. Você quer cada vez mais melhores resultados.


Nesse estágio de resposta, você assume a responsabilidade sobre a sua vida. Você se pergunta: "Onde eu estou errando?", quando as coisas não estão dando certo. Diferente da vítima que você era (culpando o outro, a situação ou a vida), nesse momento você se responsabiliza pois aprendeu a criar algumas realidades em sua vida.


Você acha que o controle está em suas mãos, e que pode controlar tudo e todos para ter os melhores resultados possíveis. Este é o nível de pessoas que buscam o autoconhecimento e o autodesenvolvimento, pois elas estão tentando ter mais, fazer mais, ter mais sucesso em todas as áreas de sua vidas.


Mas existe um porém: sem "ser", o "ter" e o "fazer" ficam muito limitados ao sabor das marés. Quando o mar está calmo, tudo fica favorável, você fica bem. Quando há turbulência, você fica mal.


A pergunta que você deve se fazer nesse momento é: "Será que estou mesmo no controle de minha vida?". Ou a existência é um jogo de azar, ou existe ainda um fator que você não está percebendo?


É muito comum observarmos nas pessoas que estão estudando a co-criação da realidade, ao conhecerem novos aspectos da vida, passam a criar a sua realidade e ter resultado. Mas há um momento em que elas perdem o controle, as coisas dão errado e elas ficam sem chão.


"Afinal, eu já não aprendi como faz? Não era para funcionar todas as vezes? O que está errado comigo?", elas podem se perguntar. Surgem então as dúvidas sobre a veracidade desta lei universal, de que nós criamos a nossa realidade.




Terceiro Nível: o do(a) Co-criador(a)


Este nível é quando você pára de se debater com a realidade, de querer ter o controle sobre tudo e sobre todos. Você, então, se rende ao fato de ser uma parte de um Todo que sabe de tudo, que pode tudo e que está em tudo.


Um Todo que é inteligência, amor, ordem e criatividade infinitos. Você deixa de invejar esse poder que o Todo tem e aceita que também tem esse potencial em você, intrinsecamente - pois você é um fractal, uma parte, uma centelha desse todo.


Que apesar das aparências, você, as outras pessoas, a natureza, o cosmos, são uma unidade. Que a separação é apenas uma ilusão da nossa mente. A rendição é o maior poder que se pode ter.


Rendição não é desistir, é aceitar uma parceria divina. Você continua fazendo a sua parte, mas você não se apega aos resultados porque você confia no amor do Todo.


No nível de cocriador(a), você percebe que tudo o que lhe aconteceu lá atrás e julgou estar errado, foi criado por você mesmo em algum momento de sua existência. Nesta, ou em outras experiências, encarnacionais - quando você ainda não vivia em estado de fluência divina.


E que estado é esse? Nada mais é do que estar em fluxo com a ordem, com o amor incondicional, com o poder de criação que há dentro de ti.


É parar de colocar empecilhos, de criar obstáculos para que essas virtudes divinas aconteçam através de você. É quando você se torna um canal, pelo o qual o Todo se expressa em toda sua glória, graça e exuberância.


Esse estado não é alcançado pelo mental, pelo intelecto, mas sim pelo coração. Quando lhe passam para trás, ou lhe abandonam, rejeitam, traem, você apenas solta. Solta sem ressentimento, sem desejo de vingança, porque você compreende que quem tenta lhe enganar, ainda não percebeu que está "dando um tiro no próprio pé".


Essa pessoa se encontra em um estado de ignorância, está sendo guiada pelo medo. Mas um dia acordará para o real sentido da vida, que é se abrir, confiar. A pureza é uma virtude essencial daquele que está buscando uma vida mais plena.


Para viver é preciso confiar, assim como você confiou quando era uma criança - seja para dar os primeiros passos, ao ir para escola, ao brincar com crianças que você não conhecia, ao aprender a nadar ou andar de bicicleta. Você confiou porque você era puro, você não tinha malícia.


Não criou esquemas mirabolantes para se proteger dos outros e da vida. Sem essa pureza e otimismo, a vida se torna árida, sem encanto e sem alegria. Pureza, otimismo, confiança, alegria de viver são virtudes presentes no arquétipo do Puro que existe potencialmente em todos os seres humanos.



Para saber mais sobre o arquétipo do Puro, é só clicar no link abaixo:

“A Relevância do Arquétipo do Puro e suas Principais Características”



Se nós não vivemos plenamente essas virtudes, nós não conseguiremos ir além de nossos problemas. O mundo sempre pediu (e agora mais do que nunca) mais leveza, desenvoltura, alegria.


Podemos encontrar esse arquétipo no filme “Forest Gump” - se ainda não assistiu, recomendo que assista; se já assistiu, assista novamente com este olhar do arquétipo do Puro. Outras fontes são os Contos de Fadas, mais especificamente a atuação desse arquétipo na personagem Branca de Neve.


Nas tradições espirituais também é possível observar esse arquétipo. Na tradição cristã, há elementos que simbolizam a pureza como o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo, a pomba branca, o apreço que Jesus tinha pelas crianças e pelos inocentes - que segundo ele, herdariam o Reino dos Céus.


A pureza soa como uma utopia nos dias atuais e ela é confundida com tolice, ignorância e fraqueza. Quem quer ser puro hoje em dia? O mundo valoriza os espertos, os maliciosos, os estrategistas.


Pureza é coisa de criança, não é mesmo?! Isso está longe de ser verdade. Ao expressarmos a nossa pureza sem aceitar a nossa vulnerabilidade, não nos abriremos para o novo, não sairemos do lugar. Ficaremos paralisados, acovardados, temendo os ataques; vitimizando-nos e deixando escapar a alegria de viver (o combustível da realização).





Reflexão



Sem a alegria de viver, é muito difícil ser pleno e alcançar realizações. A vida é uma aventura, um caminho evolutivo. Que tal, a partir de hoje, caminhar mais leve, com simplicidade e confiança de que você estará no lugar certo e na hora certa?


Acreditando que existem pessoas confiáveis no mundo, que tudo dará certo no final, que existe uma ordem guiando o Universo. Que tal você se abrir para tais possibilidades?


Mesmo que você tenha tido experiências no passado que o/a fizeram duvidar de si mesmo(a), das pessoas e do amor, procure restabelecer a sua confiança. Para isso permita que a luz desse arquétipo seja ativada em seu coração. Basta permitir, porque essa informação já está dentro de você.


Para você descobrir qual é o seu Arquétipo regente e como ativar outros arquétipos, você pode fazer o Mapa Arquetípico®. Com este instrumento, você poderá ter conhecimento sobre os aspectos luz e aspectos sombras do seu arquétipo regente.



Se quiser fazer seu Mapa Arquetípico®, acesse o link:

https://www.artetipos.com/euqueroomapaarquetipico



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Abraços fraternos,

Mabel C. Dias

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