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As Contribuições de Jung para a Psicologia e sua Relação com Freud

Atualizado: Jan 10



Você conhece o controverso Carl Gustav Jung? Ele é o maior e mais profundo teórico dos Arquétipos. Vamos explorar um pouco sua história de vida e o legado que ele deixou para a psicologia.


Ao contrário do que muitos pensam, Jung - o fundador da psicologia analítica - na verdade não foi um psicólogo, mas sim um médico psiquiatra. Na época em que Jung estudou, não existia o curso de psicologia, que foi criado somente por volta da década de 50. Jung nasceu na Suíça em 1875 e é um dos nomes mais influentes e polêmicos de toda a história da psicologia.


Foi ele quem propôs e desenvolveu os conceitos de:


  • Arquétipo;

  • Inconsciente coletivo;

  • Sincronicidade;

  • Personalidade extrovertida e introvertida.


Entre vários outros conceitos importantíssimos para o entendimento da psique humana.


Panorama da vida de Carl Jung


Jung teve uma infância bem marcada pela religião e pela espiritualidade. Seu pai era um pastor evangélico mas que, apesar de pastor, não era um homem tão ligado a fé ou ao amor, no sentido de ter realmente uma experiência com o divino.


Sua ligação era maior em relação aos dogmas, regras e a doutrina da igreja. Ele teve uma infância fortemente influenciada por essa visão e acabou se tornando uma criança melancólica e excêntrica. Observando seu pai ele desenvolveu a perspectiva de que a igreja era uma casa de dogmas e regras, e que pouco tinha relação com a verdadeira experiência divina. Em determinado momento da sua vida, Jung teve uma visão: passando por uma catedral, ele viu o céu se abrindo e Deus sentando-se num trono dourado simplesmente defecando em cima da igreja, que ficava completamente destruída.


Jung então interpretou essa visão com muita clareza: existe algo divino, muito superior a qualquer dogma ou instituição religiosa. E foi nesse momento que ele sentiu um alívio, porque ele viu que Deus não era a igreja, mas sim algo maior. A partir desse instante, ele começou a sentir essa divindade dentro de si.




Jung e Freud



Carl Jung se formou em psiquiatria, na tentativa de conciliar os estudos psicológicos com a noção de divindade que existe dentro de cada um de nós. Ao terminar seus estudos, ele trabalhou como estagiário no hospital psiquiátrico de Burgholzli, uma clínica ligada à Universidade de Zurique. A partir dessa oportunidade, ele começou a lidar diretamente com a loucura.


Os internos do hospital sofriam de psicose, interpretada por ele como uma "invasão do inconsciente" que se sobressaía à mente consciente daquelas pessoas, dissociando esses pacientes das atividades psicológicas consideradas normais.

Nesse tempo, ele se concentrou nos distúrbios de demência precoce, que mais tarde foi chamada de esquizofrenia. Durante esse período, Jung mergulhou no conceito de inconsciente de Freud, personalidade que ele muito admirava. Eles, então, começaram a trocar cartas e iniciaram uma amizade que durou 7 anos.


Quando se encontraram, aconteceu a famosa conversa de 13 horas. Sim, eles conversaram por 13 horas, tamanha era a identificação que um tinha com o outro. Freud foi o criador da psicanálise, uma ciência que explora o inconsciente, o consciente e o pré-consciente e que, a grosso modo, se baseia na libido. A libido é uma energia que tem como origem a sexualidade.


A psicanálise diz que nossas escolhas, nossos traumas, nossas interações sociais e tudo o que projetamos de nós nos outros tem uma origem sexual.


Por alguns anos Jung foi discípulo de Freud, que esperava que Jung desse continuidade no trabalho da psicanálise. Jung então foi eleito o primeiro presidente da Associação Internacional de Psicanálise, e também se tornou editor do primeiro periódico sobre a psicanálise. Além disso, a psicanálise era constituída por homens judeus, e Freud via em Jung - que não era judeu - uma esperança de desvincular a psicanálise de qualquer questão religiosa.




O rompimento


Mas algo aconteceu: Jung rompeu com Freud por não acreditar mais que tudo estava relacionado com a sexualidade. Para Freud, a libido era unicamente sexual, mas para Jung a libido é um fenômeno plural de caráter energético.


Jung acreditava que a libido está presente em toda a natureza como princípio criativo e se manifesta através da espiritualidade, das criações da sociedade como um todo, da arte, e também da sexualidade - mas não exclusivamente dela.


Então:


  • para Freud: libido é sexual;

  • para Jung: libido é criatividade.


Além disso, Freud acreditava que a mente consciente diz respeito a tudo o que conseguimos perceber dentro e fora de nós mesmos, seja pelos pensamentos, sentimentos, sensações. E o inconsciente é uma espécie de porão onde despejamos todos os nossos complexos sexuais, e então, de repente, esses conteúdos inconscientes emergem para o consciente em busca de uma solução. Para Freud, o inconsciente era apenas pessoal, ou seja, cada ser humano possui seus próprios conteúdos reprimidos, em sua maioria criados durante a infância e de origem sexual.


Esses conteúdos sexuais inconscientes vão abalando nossa estrutura consciente.


Jung começa a questionar Freud e sua teoria insistente no sexo, e diante do autoritarismo de Freud, eles rompem sua amizade e seu trabalho juntos. Jung iniciou, então, uma jornada mais pessoal e se aprofundou nos estudos da mitologia. Foi quando, aos 39 anos, ele teve um colapso e mergulhou direto ao fundo do poço: largou seu cargo na universidade, perdeu o interesse pela ciência e pelos estudos acadêmicos, foi abandonado pelos amigos e colegas e, durante 5 anos, se retirou do mundo para explorar o seu próprio inconsciente. Ao se voltar para si mesmo, Jung se liga ao divino que existe dentro de si e começa a teorizar sobre o processo de individuação, ou seja, integrar o ego ao self e se tornar um indivíduo centrado. Você pode ter mais informações sobre esse processo no artigo "A Força Oculta dos Arquétipos" no link abaixo:


Quero ler o artigo "A Força Oculta dos Arquétipos"


Jung desenvolve sua teoria sobre Arquétipos e o inconsciente coletivo, e passa a se aprofundar ainda mais nos símbolos e mitos antigos da humanidade.


Para Jung, o inconsciente não era simplesmente um "quarto escuro" cheio de desejos sexuais reprimidos, mas sim algo mais abrangente. Complementando Freud, ele propõe o conceito de inconsciente coletivo, uma camada mais profunda do inconsciente compartilhada por toda a humanidade.


É no inconsciente coletivo que estão contidos os instintos e os Arquétipos, ou seja, as imagens primordiais da humanidade que nos influenciam e acabam por moldar nossa personalidade. Jung dizia que é nesse local que se armazena todo o conteúdo ancestral da humanidade e que é através dele que herdamos muitas estruturas ancestrais.


E isso também se aplica aos sonhos, que para Freud eram uma manifestação dos traumas e frustrações não resolvidos que foram recalcados e então se manifestam em sonho. Ou seja, como esses complexos foram negados pelo inconsciente, encontram o sonho como uma válvula de escape para se manifestar.


Já para Jung os sonhos são mais profundos, contendo símbolos compartilhados entre toda a humanidade, desejos espirituais de evolução, manifestações artísticas, intuição e conexão com o divino. Portanto, muito mais do que puras manifestações sexuais.




Reflexão



Se você sente o desejo de aprender mais sobre Arquétipos, sombras, inconsciente coletivo, sincronicidades, mandalas, alquimia, saiba que é de Jung que vem todo o esclarecimento sobre esses pontos. Todos os pontos mencionados nesse artigo devem ser investigados de modo profundo por todas as pessoas. Esses estudos são capazes de nos despertar e nos guiar em nossa jornada rumo à individuação, à liberdade em relação aos condicionamentos e à uma forma fantástica de adquirir conhecimento sobre a mitologia e o inconsciente coletivo da humanidade.


Jung nos ensina a deixarmos de ser ignorantes, a parar de ignorar o imenso universo do inconsciente coletivo e iniciarmos a nossa própria jornada de auto-conhecimento. Ele foi e ainda é um pensador muito polêmico, mas por um único motivo: se propôs a integrar a necessária ciência com a verdade do divino que existe dentro de cada um de nós!


A melhor forma de se investigar profundamente e adquirir tais conhecimentos é através do Mapa Arquetípico®. Nele você descobrirá qual é o seu Arquétipo regente, sua luz e suas sombras - podendo, assim, desenvolver suas habilidades, trabalhar os seus complexos e se individuar.


O caminho para a evolução e para a conexão com o divino que existe dentro de cada um de nós se inicia com essa ferramenta de autoconhecimento.


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Ainda não conhece o Mapa? Você pode saber mais lendo o nosso artigo:


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Jung é a prova de que a ciência e a espiritualidade, juntas, nos tornam seres completos, íntegros e profundos. E é dessa profundidade que o mundo, mais do que nunca, precisa hoje! É essa profundidade, união e sentimento que podem nos tirar dessa crise sem precedentes que a humanidade vive hoje.


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Abraços fraternos,


Lucca Ferronatto.

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