As 9 Ilusões que Vivenciamos e Como Dar Fim a Cada Uma Delas (PARTE 2)



Continuando o artigo anterior, aqui teremos as seis últimas ilusões coletivas, ou seja, ilusões que todas as pessoa possuem e que - consequentemente - geram diversos empecilhos e atrasam sua jornada em direção à Iluminação.


Sem mais delongas...vamos descobrir quais são as ilusões que faltam e como eliminá-las de sua vida, tonando possível a criação de uma realidade melhor!





A Ilusão dos Sentidos


Toda realidade captada pelos cinco sentidos é uma ilusão holográfica, mas você enxerga como sólida porque o seu cérebro faz com que seja assim que as coisas sejam percebidas.


Um holograma é composto por projeções de luz que parecem ter uma forma tridimensional para aquele que o observa, mas na realidade são ilusões provocadas por códigos e padrões de ondas gerados pela interação de feixes de laser.


Uma observação: ao fragmentar o holograma, cada um dos pedaços possui a imagem completa daquilo que o holograma está refletindo.


Da mesma forma, o mundo tridimensional apenas existe como forma ao olharmos para ele. Quando não é observado, ele é um conjunto de campos vibratórios, de energia e códigos - chamados de informação.


A realidade é composta por essas três partes, inclusive a gente.


Percebemos o meio através dos nossos cinco sentidos. Temos receptores nervosos espalhados pelo nosso corpo que transmitem sinais a certas áreas do nosso córtex cerebral, onde elas são decodificadas e traduzidas em imagens visuais, sons, sensações…


Nossa sensações são subjetivas, por isso que um mesmo estímulo pode causar em pessoas diferentes sensações diferentes.


Os nossos neurônios podem processar apenas uma fração dos sinais que recebemos do ambiente, como se houvesse um filtro entre nós e a natureza, permitindo apenas a passagem de algumas frequências luminosas, sonoras, táteis que são traduzidas em imagens mentais.


Tudo o que enxergamos como realidade são, na verdade, imagens que estão dentro de nossas cabeças.


O que absorvemos do exterior, ou o que produzimos interiormente, é sempre visto com os olhos da mente. O que nós vemos se torna uma imagem, a audição produz uma imagem, assim como tudo o que tocamos, inalamos, saboreamos também se transformam em imagens dentro do nosso cérebro.


Nós pensamos imagens e sonhamos imagens.


As imagens mentais são particulares para cada espécie, no sentido de que o mundo que nós vemos não é o mesmo que um cachorro vê, por exemplo - são diferentes configurações nervosas e neuronais em cada uma das espécies.


Cores, formas, texturas, aromas são apenas respostas neuronais bem subjetivas, não são a realidade concreta. A realidade de verdade permanece velada, ninguém a conhece. Tudo é interpretação.


Massimo Citro, médico e autor do livro O Código Básico do Universo, diz que nós estamos olhando para fora, mas para dentro de nossa cabeça. Percebemos apenas uma porção ínfima dessa enorme quantidade de vibrações que recebemos a todo instante.


Dessa forma, chegamos a conclusão de que os nosso sentidos são limitados. Nós não podemos confiar totalmente neles, pois nos mantém informados por meio de representações que não correspondem totalmente à realidade.


Enquanto não expandirmos a nossa percepção e a nossa consciência, nós seremos prisioneiros de um processo mental que produz realidade virtual.


Isso de “o que eu não sinto, o que eu não vejo, o que eu não provo...não existe” é uma tolice. Temos que subir o nível, temos que transcender o jogo.





A Ilusão do Tempo



O conceito de tempo é mais uma ilusão. A ideia de que existe um passado, um presente e um futuro é uma construção mental humana. Na realidade, a única coisa que existe é o eterno presente.


A teoria de relatividade de Einstein diz que o tempo não passa a mesma proporção para todos os observadores, o tempo passa mais devagar próximo à corpos com grandes massas.


Essa teoria revolucionou a noção que nós tínhamos sobre o tempo, ela substituiu a ideia tradicional de que o espaço e o tempo são entidades isoladas para uma nova ideia, de que existe um contínuo espaço-tempo.


Todos os eventos, passado e futuros, estão acontecendo no agora - em realidades paralelas, simultâneas, criadas pela nossa mente.


O tempo não está em movimento, a nossa consciência é que está. Nós somos consciências, observadores, vivendo a ilusão de continuidade por questões de aprendizado ou simplesmente para termos a experiências de nós mesmos através de diferentes perspectivas.


Todos os fenômenos de percepção extra-sensorial como: visão remota, clarividência, clariaudiência, psicometria, telepatia, desmaterialização, materialização, incorporação, possessão, viagem astral, bilocação, todos podem ser explicados pelo fato de haver um contínuo de consciência ligando tudo.


Como isso seria possível se não houvesse uma ligação entre todas as consciências?





A Ilusão do Livre-Arbítrio


Cada pessoa vive a sua própria realidade, pois ela está imersa em uma simulação criada pela própria consciência dela.


Há momentos em que nós interagimos com outras consciências, mas mesmo nessas ocasiões existem inúmeras possibilidades a serem vivenciadas pelos participantes dessa simulação coletiva.


Cada um cria a sua realidade, cada um vive uma simulação individual, mas tais simulações individuais interagem com outras - em um grande jogo.


Interagindo ou não, cada consciência busca experienciar aquilo que for relevante para a sua própria evolução. Para que essa dinâmica seja possível, nós contamos com o livre-arbítrio (a capacidade de fazer escolhas conscientes).


Nós temos, como espécie, uma ampla faixa de livre-arbítrio. O atual nível de consciência da humanidade se caracteriza pelas escolhas feitas pelo ego - um processo mental bem limitado, com respostas condicionadas ao passado e uma visão bem parcial sobre tudo.


O ego sabe o que é melhor apenas para si mesmo. O nosso ego tenta levar vantagem sobre nós, até o momento em que começa a servir a uma realidade melhor, maior e mais poderosa.


Quem é que sabe o que é melhor para um ser? É o seu ego? Não! O ego é uma ferramenta. É a sua Essência, a sua Centelha Divina que sabe tudo, pois está ligada à mente supraconsciente, com o Todo.


A Essência é o próprio Todo individualizado.


Em última análise, ela é a responsável pela criação das experiências mais importantes para cada um de nós. Isso explica o que acontece em certas ocasiões quando não atingimos os nossos objetivos, mesmo fazendo todo o possível para alcançá-los.


Se os objetivos foram traçados pelo ego e não estão alinhados com a sua Essência, eles não se cumprirão. Cabe ao ego (essa pequena fração arrogante da gente) aceitar ou não o que a nossa Essência oferece como experiência.


Paramos de brigar com a realidade, fazemos o nosso melhor e aceitamos os resultados. Confiamos que o que irá acontecer será o melhor para nós - tudo é aprendizado e no fim tudo dá certo.


O nosso processo de evolução como um ser pode ser atrasado pelo nosso ego por um tempo indefinido, e isso sempre gera sofrimento desnecessário. Para atingir o estado do Despertar espiritual, para quem você é e como a realidade funciona, é preciso que nos rendamos à realidade (inclusive o nosso ego).


Faça o que está ao seu alcance para tornar melhor aquilo que necessita, mas solte o resultado. Seja feliz independente dos resultados finais.





A Ilusão do Destino



Nada está traçado. O futuro está em aberto. Todas as possibilidades existem simultaneamente.


O que define como será a sua realidade é o seu estado de consciência, a maneira como você alimenta a sua mente e o quanto você aceita o agora. Estamos, em boa parte do tempo, inconscientes das nossas escolhas, mesmo assim elas não deixam de ser as nossas escolhas.


O que podemos considerar como destino é a escolha do caminho feito à nível espiritual. O ego tem a opção de ignorar o que você oferece a si mesmo(a) - em termos de experiência - e buscar apenas satisfazer os seus interesses pessoais.


Em cada pessoa existe uma tendência para o bem (a união) e existe uma tendência para o mal (a separação). Buda propôs o caminho do meio, um modo de viver que nos livra de todos os sofrimentos que são gerados por essa polarização bem/mal.


Enquanto estivermos presos nessa dualidade entre bom e ruim, certo e errado, estaremos negando parte de nós e parte de outros ao nosso redor. Não podemos negar nada. Essa e outras dimensões é um jogo virtual entre consciências, e entre as forças de evolução e da resistência.


Atuamos em um cenário construído pela nossa própria consciência, com o objetivo de viver o máximo de experiências possíveis. Sempre que as lições são aprendidas, o cenário muda - nada permanece para sempre - e você avança.


Todos os sofrimentos e alegrias são ilusões, são oscilações da nossa consciência para nos dar a sensação de distinção e movimento, porque por meio do contraste nós podemos chegar ao centro de nós mesmos.





A Ilusão da Terceira Dimensão


A nossa realidade física é composta por um determinado tecido de espaço-tempo. Esse tecido mede 10 elevado à -33cm (o menor espaço possível, denominado comprimento de Planck).


Nesse nível ínfimo da realidade existem pequenos nós formados por dodecaedros - uma figura geométrica de doze lados - formando o tecido de espaço-tempo, ao qual todos nós estamos experienciando agora.


Tudo o que existe nesse Universo é feito com esse tecido de espaço-tempo de dodecaedros. Como tudo o que existe, esse dodecaedro também é uma onda e vibra muito rapidamente, em uma determinada frequência, de acordo com cada uma das doze faces que ele possui. Cada face dessa figura vibra em uma frequência específica.


Um dos vencedores do prêmio Nobel de física de 1979, Steven Weinberg, disse que existe um número infinito de realidades paralelas que coexistem conosco no mesmo quarto. Existem centenas de ondas de rádio penetrando onde você está. Se você ligar o rádio, você pode ouvir uma frequência por vez; cada estação possui uma frequência diferente, uma energia diferente.


No Universo, estamos ligados à uma frequência de uma determinada realidade física. É uma ilusão pensar que só existe essa terceira dimensão, na qual estamos inseridos, e que não há mais nada fora disso.


Como entender a existência de outras dimensões ou outros tecidos do espaço-tempo? É simples, trocando a frequência de onda, mudando-se assim a face do dodecaedro do tecido espaço-tempo e assim tendo acesso à outros espaço-tempo paralelo.


É semelhante ao que fazemos quando sintonizamos diferentes estações no rádio. A única que coisa que muda é a frequência que está sendo transmitida, no entanto o rádio permanece totalmente parado.


Ao entender isso, ficará muito mais fácil aceitar essa diversidade de realidades que nós temos no Universo. Estamos no meio de várias realidades, de várias dimensões que apenas não temos o “equipamento” para percebê-las.


A maioria das pessoas possuem uma certa dificuldade para sintonizar em uma diferente frequência, mas não são todas. Há pessoas que possuem essa capacidade mais aguçada.


Existem infinitas dimensões além da nossa, cada uma com a sua frequência específica: com parâmetros diferente e diferentes constantes cósmicas. Essas outras dimensões são habitadas por seres inteligentes e conscientes como nós, em diferentes estágios de evolução.


Neste mesmo lugar em que você se encontra, existem diversas realidades paralelas acontecendo ao mesmo tempo. E é possível viajar entre essas várias dimensões, porque a Consciência é a mesma em todas elas, ela permeia todas as realidades.


A Consciência nunca desaparece, pois ela é a realidade última do Universo. Nós somos seres multidimensionais, já estamos vivendo em várias dimensões ao mesmo tempo, é apenas uma questão de capacidade de perceber isso.


Viajar entre essas dimensões é uma questão de habilidade, que pode ser aprendida e desenvolvida com o tempo.





A Ilusão da Prisão



Para a maioria das pessoas é difícil aceitar que a realidade física é um tipo de ilusão mantida pela sua crença pessoal e pela crença coletiva.


Muitas vezes, nós nos sentimos aprisionados por determinadas situações, por determinadas pessoas que julgamos responsáveis pelos nossos problemas - marido alcoólatra, mãe violenta, filho difícil…


Esses são alguns exemplos de relações que nos fazem sofrer e que parecem totalmente fora do nosso controle, pois eles estão no mundo exterior, elas não nos pertencem. Na verdade, nós atraímos as situações e as pessoas que nos ajudarão a ter as experiências que a nossa Essência escolheu viver.


Mesmo que existam eventos onde encontramos outras consciências, dentro dessas simulações da realidade que é a nossa vidas, as pessoas que nós encontramos são versões adaptadas pela nossa própria consciência.


Elas se comportam, conosco, conforme nós as enxergamos. Se você muda a sua visão do outro, o outro passa a mudar em relação à você. São as nossas crenças que nos mantém presos ao que nós não gostamos.


Se mudarmos a nossa consciência, que está atravessando o tempo-espaço, mudaremos o mundo que vivenciamos. Tudo é uma questão de mudança de consciência, de percepção da realidade.


A realidade na qual nos encontramos é simplesmente um reflexo das nossa crenças, das nossas escolhas e da nossa visão de mundo. Precisamos assumir essa responsabilidade.





O Fim das Ilusões


Como escapar dessas ilusões?


Uma ilusão só pode nos controlar se acreditamos que ela é real. Quando nos permitimos sair desse espaço da mente e deixamos a nossa Essência se manifestar, sem qualquer resistência à ela, essas ilusões começam a ruir.


O véu das ilusões cai e a realidade se transforma.


Quando observamos as nossas experiências diárias, nós estamos vendo um espelho. Somos 100% responsáveis pelo o que nos acontece. Responsáveis, não culpados. A culpa nos rouba poder, por isso as mais diferentes instituições da sociedade adoram nos jogar a culpa, facilitando a manipulação.


Ser responsável lhe dá poder pessoal, pois assim você pode mudar. Ao se sentir culpado(a), você perde seu poder pessoal.


Para mudar o seu mundo, expanda a sua percepção sobre esse mundo e mude a si mesmo(a) - aquilo que necessita ser mudado, o que está funcionando é só continuar desenvolvendo.


Culpar os outros é aceitar que eles tenham poder sobre a sua vida e sobre a realidade que você cria...e isso não é verdade, somente se você permitir.


O amor incondicional é a única verdade e todo resto é uma ilusão.


Nós vemos apenas o que estamos condicionados a ver e resistimos à tudo que vai contra a esse condicionamento do nosso ego. Tudo está conectado. Divisão, polaridades são ilusões, pois tudo é um.





Reflexão



A principal lição para todos é: viver o amor incondicional.


As pessoas com as quais nós convivemos oferecem uma grande oportunidade para que a gente possa praticar o perdão, a gratidão, o serviço. Não podemos mal-dizer quem está à nossa frente, do nosso lado, quem já cruzou a nossa vida...elas são bênçãos disfarçadas.


Comece a entender com a mente e aos poucos começará a sentir com o coração.


A realidade da terceira dimensão está construída com pensamentos ilusórios calcados no medo e esse medo produz baixas vibrações. Até que esses padrões de frequência sejam desafiados por aqueles que vibram na unicidade e na harmonia, a ilusão e o sofrimento continuarão marcando a nossa existência.


Você precisa se permitir transcender tudo isso. A solução está na mudança dos nosso padrões próprios de vibração de medo e separação para o amor e a união - que é a verdadeira realidade.


Se nós mudarmos a nós mesmos, mudaremos o mundo. Só assim será possível.


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Abraços fraternos,

Dra. Mabel C. Dias

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