As 9 Ilusões que Vivenciamos e Como Dar Fim a Cada Uma Delas (PARTE 1)



Será que aquilo que você chama de realidade é real?


Carl Gustav Jung disse um vez: “Você é o que você escolheu se tornar”.


Mas pense comigo...nós fazemos as nossas escolhas baseados - normalmente - em nossas crenças e naquilo que julgamos ser real.


Quando a tradição budista diz que tudo é ilusão, isso não significa que nada seja real. Isso significa que as nossas projeções mentais sobre o que nós observamos (o que chamamos de realidade) são ilusórias, pois elas são interpretações da realidade.


Na verdade, não enxergamos a realidade como ela realmente é, nós a enxergamos através do nosso cérebro, percebemos o mundo através dos nossos sentidos e eles nos enganam. Dessa forma, nós interpretamos a realidade.


Por isso que cada pessoa interpreta a realidade de uma maneira diferente.





As 9 Ilusões Coletivas


A mente nos engana - essa é uma antiga observação das filosofias orientais, que agora vem ao encontro das recentes descobertas da neurociência. Ambas concordam que, mesmo que exista algo como um mundo lá fora, toda a realidade acontece dentro de nossas mentes.


Tudo que nós percebemos com os cinco sentidos físicos é uma ilusão, pois eles não são capazes de traduzir fielmente aquilo que existe, portanto não traduzem fielmente a realidade.


Existem nove ilusões coletivas, aquelas que todos nós possuímos. São verdadeiras miragens sobre a realidade, e o conhecimento sobre elas tem o potencial de mudar a forma como você se relaciona com o mundo (se você estiver disposto(a) a conhecer essa verdade).


Primeiramente, eu lhe convido a abrir a sua mente para receber as informações que serão passadas aqui.


Sem rodeios, as ilusões que vivenciamos são:


  1. Eu

  2. Matéria

  3. Separação

  4. Sentidos

  5. Tempo

  6. Livre-Arbítrio Total

  7. Destino

  8. Terceira Dimensão

  9. Prisão





A Ilusão do eu e as 3 Camadas da Mente



A mais forte de todas as ilusões, para nós, é a ilusão do eu. O nosso ego se identifica com tudo que possui forma e nos dá a falsa percepção de nós somos apenas a nossa história pessoal - “nasci de fulano, em tal lugar, em tal época; fiz isso e estudei aquilo; aconteceu aquilo comigo…”.


O nosso ego é uma coleção de histórias a respeito de quem pensamos ser.


Quantas vezes você já tentou abandonar um hábito qualquer? Que lhe fazia mal e você não conseguia se livrar? Ou, quem sabe, tentou criar um novo hábito - mais legal e saudável - e também falhou? Isso é extremamente comum.


Por que será que nem sempre fazemos aquilo que sabemos ser o melhor para nós? O que está lhe impedindo de realizar totalmente os seus potenciais? Será que você está, realmente, no controle da sua vida?


É muito importante que você saiba quais são as suas reais motivações, ou seja, o porquê de você fazer o que faz e não faz o que deveria fazer. Existe um Universo dentro de você, ao qual você nem sempre têm acesso.


Geralmente, aquilo que lhe impulsiona está fora do alcance da sua consciência normal - aquela que você utiliza para pensar, planejar. Você pensa ser uma pessoa inteira, mas na verdade você está fragmentado(a), além de estar sob a forte influência de alguma parte de você que desconhece.


O fato de desconhecê-las não anula a influência delas sobre você.


Mesmo desejando conscientemente a mudança e sabendo o que é preciso ser feito, muitas vezes (para não dizer quase que 100% delas) nós fracassamos em nossas tentativas de mudança.


Isso acontece porque existem programas que rodam silenciosamente em nossa mente, impedindo-nos de alcançarmos nossos objetivos. É fundamental que você conheça os fatores ocultos capazes de lhe impulsionar ou capazes de lhe sabotar.


Esse conhecimento é de extrema importância pois o/a levará ao maior domínio sobre si mesmo(a) e, consequentemente, sobre a realidade que você deseja criar. O autoconhecimento é o ponto de partida para atingir a integração desses seus aspectos fragmentados, sendo eles a causa de seus fracassos e problemas.


É natural evoluir ao obter o autoconhecimento, reconhecendo assim a sua verdadeira natureza - a sua natureza espiritual, a sua Essência Divina. Além disso, você passa a reconhecer e aceitar que tudo o que existe também é Consciência, assim como você o é.


O último passo é quando realmente desejamos e aceitamos ser unificados com tudo o que existe, com o Todo. Esse é o caminho que todas as pessoa percorrerão, mais cedo ou mais tarde.


Quanto antes isso acontecer, melhor! Ainda mais se for pela própria vontade da pessoa.


Sigmund Freud, o pai da psicanálise, foi um dos primeiros a identificar a existência dos níveis de consciência que existem em cada um de nós. Ele observou que conteúdos como crenças, impulsos, alguns sentimentos e emoções permanecem enterrados em uma parte da mente chamada por ele de inconsciente.


O inconsciente, segundo ele, estava indisponível para nós. Imagine um iceberg, a parte visível (acima da água) corresponde à nossa mente consciente - algo próximo dos 5%. Os 95% restantes permanecem abaixo da água, submersos, ocultos, oferecendo grande perigo - o mesmo se aplica a nossa mente inconsciente.


A pequena parte consciente é composta por aquilo que você acha que conhece sobre si mesmo(a), ou seja, seus pensamentos, suas percepções sobre a realidade a sua volta. Mais abaixo, representando a maior parte da nossa mente, está o inconsciente composto por camadas inacessíveis da nossa psique.


É nessa camada, no inconsciente, que moram os medos, os impulsos morais, os conteúdos reprimidos, as experiências constrangedoras que você viveu e não quer mais se lembrar, motivações violentas, desejos que consideramos irracionais, aquilo que não aceitamos em nós, que nos faz sofrer...está tudo “lá embaixo”, nas profundezas da sua mente.


Também podemos diferenciar a parte mais superficial do inconsciente, podendo chamá-la de pré-consciente. Nela residem a nossas lembranças da infância, o conhecimento adquirido ao longo da vida, dentre outros conteúdo que você pode investigar e reprogramar, pois o subconsciente é reprogramável.


Ao fazer uma cuidadosa investigação do que está no seu subconsciente, e possuir o desejo legítimo de vencer o desconforto que é desvelar o que está oculto, você permitirá que esses conteúdo venham para o seu consciente para que eles sejam aceitos e os integre, sendo possível modificá-los posteriormente.


Mas, primeiro, é necessário integrá-los à sua personalidade, porque você é um todo. Você não pode negar algo que faz parte de você.


A psicologia espiritual, metafísica, admite a existência de três compartimentos da nossa mente, que funcionam de maneira interdependente. Eles são:


  • o consciente;

  • o subconsciente;

  • e o supraconsciente.


A mente consciente, a que nós usamos no dia a dia, é a utilizada para raciocinar, para concentrar-se em algo, para tomar decisões, exercer a sua força de vontade, ter disciplina...é através dessa pequena parte do seu universo psíquico que você se reconhece como sendo uma pessoa única, um indivíduo. E você usa essa parte para interagir com os outros e com o mundo ao seu redor.


O consciente é a parte da mente que se usa para focar no agora, no momento presente, e para analisar as coisas que acontecem. É por meio dele que você pode afirmar o seu poder pessoal, você pode alimentar ou reprogramar o subconsciente, além de receber e processar informações de outras dimensões da realidade - vindas da camada supraconsciente.


A função básica da mente consciente é focar na realidade física, analisá-la e integrá-la. Com isso, você forma crenças a respeito de como o mundo funciona que ficam armazenadas no seu subconsciente.


O consciente é capaz, então, de: pensar, planejar, coordenar ações, pensamentos, sentimentos que criam a realidade. Por isso é necessário ter domínio sobre o que você pensa e sente, já que você projeta (de forma consciente ou não) tudo isso em sua própria vida.


É fundamental ter percepção de seus pensamentos e sentimentos a todo instante, para que assim você crie uma realidade melhor, de abundância, felicidade e autorrealização. Esse é o motivo principal para você expandir o seu poder pessoal, criar uma realidade melhor.


O número de informações que chega do ambiente até você, a todo instante, é imenso. É impossível prestar atenção em todas elas, pois isso deixaria a sua mente consciente extremamente confusa e congestionada.


Por isso que parte dessas informações são percebidas, enquanto as outras são enviadas diretamente para a mente subconsciente - funcionando como um computador, guardando todas as informações que chegam até nós.


Você alimenta, a todo momentos, os arquivos do seu subconsciente com todo tipo de conteúdo disponível. Você pode escolher, conscientemente, o que plantará nesse nível e os resultados que terá.


As funções-chave de nossa mente consciente é operar como um programador de computador e analisar o que vem do subconsciente.


Você pode assumir o comando do que deseja pensar, sentir ou fazer. Isso é possível, é treinamento. Qualquer justificativa para não assumir esse comando é uma racionalização, assumindo desculpas para não fazer o que deve ser feito.


Esse desconforto que surge quando alguém não possui autodomínio é resultado da falta de alinhamento com a necessidade de sua alma, que acabam ficando sempre abafadas. A alma possui um anseio para se expressar, ela quer se realizar e quando não consegue, o seu organismo sente isso como um mal-estar, uma angústia.


Essa angústia que você pode estar sentindo é um descompasso entre a sua mente e a sua alma.


O consciente também é responsável pela sua imaginação criativa, com a qual você “sonha acordado” - por sua própria vontade - aquela situação que você deseja experimentar na sua realidade, com todos os seus detalhes, como se aquilo já estivesse acontecendo.


O uso dessa faculdade (da criação) você pode expandir a sua percepção, pode mudar crenças, desenvolver novas habilidades, resolver problemas. A imaginação criativa é um exercício muito importante, visualizar a realidade que você quer com todos os detalhes.


O consciente, portanto, representa o seu presente, o agora. Nele reside a vontade e as energias que irão lhe mover para frente, fazendo com que as manifestações que você deseja aconteçam.


Já a mente subconsciente é capaz de armazenar dados, mas ela em si não raciocina, não pensa. Se você a alimentar bem, ela o guarda. Se você a alimentar mal, ela também o guarda.


O subconsciente é responsável por armazenar as informações que recebe e obedece às ordens da mente consciente - sejam elas quais forem. O mais interessante é que ele faz tudo para o qual foi programado.


A mente subconsciente pode se comunicar com você através de sonhos, na psicoterapia pelo método de livre-associação de ideias, ou mesmo sob o efeito de hipnose. Ela é responsável pelo comando do seu corpo e por grande parte das escolhas e comportamentos quando você não está no controle, ou seja, quando não está inteiramente presente no agora.


Quando você está com o “piloto automático” acionado, é o subconsciente que comanda. Você nem percebe de onde veio a sua ação/pensamento/sentimento. É aqui que mora o perigo.


Ao permitir que a sua mente vagueie sem direção, você fica à mercê desses condicionamentos do passado que estão em seu subconsciente e são eles que acabam determinando essas respostas e problemas repetidos que você vivencia.


A nossa mente subconsciente deve ser trabalhada sempre, com o intuito de transformar as percepções e maneiras de pensar, para que assim você crie uma realidade de forma mais consciente - e não no “piloto automático”.


O seu subconsciente funciona de forma ininterrupta, dia e noite. Ele é a sede de suas memórias, portanto representa o passado.


Se você não buscar o controle sobre ela, sobre seus pensamentos e sentimentos traumáticos, sobre seus condicionamentos do passado, isso pode se transformar em um emaranhado energético ou em um hábito mental prejudicial, além de atrasar o seu despertar espiritual.


A mente supraconsciente é objeto da psicologia espiritual. Ela é onisciente, ou seja, sabe tudo. É a mente da sua Essência, aquela que tem acesso à sabedoria universal, a mente individual do Todo que está agindo em você.


Você acessa a mente ao meditar, ao orar profundamente, ao canalizar alguma informação de outra dimensão, ao utilizar a intuição, ao ter sonhos reveladores (profundos ou premonitórios) ou quando alcança o êxtase mítico - aquela sutileza do amor divino.


Essa mente que tudo sabe pode lhe ajudar, ao se alinhar à ela, mas nunca pode interferir no seu livre-arbítrio a nível consciente. Você está sempre no comando, pode escolher qual caminho deseja seguir.


Cada um de nós possui contato com a mente supraconsciente. Na verdade, todas as mente supraconscientes unidas formam uma só mente - a mente do Todo. Dessa forma, você tem acesso à criatividade, à sabedoria e ao amor divino.


O supraconsciente é a fonte de todo conhecimento que você deseja e precisa. Esse conhecimento pode ser apresentado por meio de sonhos, visões, inspirações ou mesmo através de estados alterados de consciência.


A mente supraconsciente é transmissora de informação e nada mais. Isso significa que ela não lhe diz o que você deve fazer, apenas revela o que pode ser feito pois ela sabe que você possui livre-arbítrio para escolher o próprio caminho.


Ela representa o seu futuro, guarda arquivos de ordem superior, que o ser humano conquistará gradualmente em sua jornada evolutiva. Nela é possível encontrar o ideal, a meta superior a ser alcançada pela sua Essência.


O seu “eu” é apenas uma pequena parte de você, uma parte operacional para lidar com o que lhe acontece aqui e pode lhe causar diversos problemas. Você deve manter em mente que você não é aquilo que pensa ser...você é uma Essência, que está ligada diretamente à um campo infinito de possibilidades e criatividade.






A Ilusão da Matéria


Tudo o que nós conhecemos - pessoas, animais, plantas, minerais, pedras, o ar, as estrelas, as galáxias, os objetos (em qualquer estado da matéria: sólido, líquido, gasoso, plasmático) - é formado por átomos.


O modelo atômico mais conhecido é o proposto por Rutherford. Nele, o átomo é composto por um núcleo compacto formado por nêutrons e prótons, onde está praticamente toda a massa do átomo. O núcleo atômico é rodeado pela eletrosfera, uma nuvem de partículas leves - que chamamos de elétrons - girando em órbitas específicas.


Algo semelhante aos planetas ao redor do Sol.


O diâmetro de um átomo é cerca de 100.000 vezes o diâmetro do seu núcleo. Se o núcleo do átomo tivesse 1cm de diâmetro, o átomo inteiro teria 1km de diâmetro. O átomo é, portanto, um grande espaço vazio.


Os átomos se ligam entre si para forma as moléculas e os objetos maiores, constituindo assim toda a matéria orgânica e inorgânica que conhecemos. Sendo o átomo vazio, todos os objetos constituídos por ele também o são, por mais sólidos que eles pareçam.


A maior parte de tudo o que você vê é um buraco vazio, mas os nossos sentidos nos enganam para que tenhamos a percepção de que há texturas e de que tudo realmente existe ao nosso redor.


Einstein descobriu que a massa e a energia são grandezas equivalentes, isto é, a massa de um corpo nada mais é do que energia. Massa e energia são manifestações da mesma coisa.


Podemos dizer então que, o que chamamos de matéria é luz congelada, é energia condensada.


O mundo não é material, como muitos afirmam. Os nossos sentidos captam as ondas eletromagnéticas que são emitidas pelos objetos e em nosso cérebro, essas informações captadas por meios das ondas eletromagnéticas que chamamos de luz, são decodificadas e dão a impressão de que as coisas são sólidas.


A solidez dos objetos é pura ilusão sensorial. Assim como é uma ilusão pensarmos que somos constituídos somente de matéria - somos feitos de energia e informação.


É claro que se você topar o seu dedinho no pé em uma quina, irá doer, pois a última camada de elétrons do seu dedo se chocará com a última camada de elétrons da quina, havendo uma repulsão que causará dor.


Você descobriu então que não é um ser constituído por matéria. Pode até parecer, mas você é feito(a) de energia, algo móvel e que se transforma.





A Ilusão da Separação



Quando vimos a organização do átomo, chegamos aos prótons dentro do núcleo. Aprofundando um pouco mais esse nível de realidade, chegaremos em subpartículas chamadas Quarks, supercordas...dependendo da teoria utilizada para explicar quando, pela primeira vez, surge algo que tenha massa.


Finalmente chegamos à base de tudo: uma única onda, o vácuo quântico. Ele corresponde à um infinito mar de energia e informação de onde tudo emerge, incluindo o que convencionamos chamar de matéria.


Temos a tendência a imaginar que se toda a matéria e energia fossem retiradas do espaço resultaria em um vazio absoluto. Mas a ciência já provou que não é bem assim, não existe vácuo absoluto ou o nada. Existe uma infinita possibilidade, um campo de potencial.


Uma partícula jamais permanece em repouso, está em constante movimento devido à um campo de energia em estado fundamental que interage a todo instante com toda a matéria subatômica.


O vácuo quântico, apesar do nome, não significa a ausência de algo. Pelo contrário, é a potencialidade de tudo. Ele não é vazio, parece ser algo inerte mas abriga uma tormenta de fenômenos microscópicos.


Esse é o tecido que forma toda a nossa realidade. Podemos identificar nele a fonte que gera todas as coisas. Embora seja uma região situada fora de nosso espaço-tempo, ele dá origem à matéria, ao tempo e ao espaço - que emergem com propriedades dimensionais.


Na base da nossa realidade, portanto, existe apenas uma única onda que é o vácuo quântico. Ele organiza e sustenta o Universo através de energia e de informação.


A sua frequência é extremamente alta e ao reduzi-la, ele passa a se comportar como matéria e ter massa. Quando isso acontece, passamos a perceber o vácuo quântico como matéria e podemos interagir com ela, através dos nossos sentidos.


É tudo muito mais profundo do que imaginamos. Dessa forma, tudo o que existe surge de um oceano de energia potencial que, ao virar um indivíduo, começa a experimentar a realidade como essa pessoa.


Essa onda é pura Consciência, com uma capacidade infinita de criação (já que ela tudo cria).


É apenas mais uma ilusão sensorial que nós estamos separados um dos outros. Nós e tudo o que existe no Universo estamos literalmente conectados, na profundidade da realidade, por uma onda do vácuo quântico.


Só existe uma onda, só existe uma Consciência. Ela se individualiza como cada um de nós e como tudo que existe ao nosso redor. Tudo está ligado.


As outras 6 ilusões serão descritas no próximo artigo. Não deixe de conferir e descubra como se livrar, de uma vez por todas, de todas essas ilusões que lhe rodeiam.


Abraços fraternos,

Dra. Mabel Cristina Dias

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