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A Sacerdotisa e sua Conexão com o Sagrado


O dicionário define “sacerdotisa” como:


  • mulher consagrada ao culto de uma divindade;

  • mulher que exercia as funções de sacerdote em certos templos das religiões pagãs.


Realmente, é essa a imagem que aparece em nossa mente ao ouvirmos esse termo. Muitos podem se lembrar das mulheres devotas à certos deuses gregos/romanos que se mantinham castas e cumpriam suas funções nos templos de maneira integral.


Mas existe muito mais sobre este arquétipo do que somente o seu sentido denotativo ou aquilo que conhecemos de histórias.


A Sacerdotisa é um arquétipo de grande profundidade e beleza, que reflete a conexão com o sagrado feminino que há em todos nós.


É símbolo da conexão do indivíduo com o seu mundo interior, com o inconsciente, aquilo que está oculto sob o véu. O inconsciente é um mundo profundo e cheio de riquezas, que contém tanto os potenciais a serem desenvolvidos, como a face mais sombria e primitiva da nossa personalidade.






A Dualidade



Conforme a Filosofia Chinesa, há duas forças presentes em tudo neste plano de dualidades no qual vivemos. Essa duas polaridades são conhecidas como Yin e Yang.


Elas são opostas, mas também complementares e contém em si a semente da outra. Por serem parte inerente de todas as manifestações do Universo, podemos encontrá-las dentro de nós - independentemente do gênero, orientação sexual ou qualquer outra distinção.


Caso você esteja sob a influência desse arquétipo, não importando qual seja o seu gênero, você possui uma profunda conexão com o seu aspecto feminino (Yin), que une e integra, pois não se opõe a nada. Apenas inclui e acolhe, despertando em nós a capacidade de amar.


A Sacerdotisa é o arquétipo do Sagrado Feminino, que se refere ao movimento de resgate da sabedoria interna, do autoconhecimento, da intuição, do despertar da feminilidade e da sexualidade sagrada.


Este arquétipo representa a nossa capacidade de intuir e a nossa busca por inspiração no mundo espiritual.


A Sacerdotisa tem o dom de esperar, é passiva, meditativa, pronta para incubar e gestar toda e qualquer criação. Sabe que o tempo do Divino é diferente do tempo dos homens e, dessa forma, não pode ser apressado.


Enquanto o arquétipo do Mago representa o Yang primário, o aspecto masculino e ativo da criação, a Sacerdotisa é a representação do Yin primário, o aspecto feminino e receptivo da criação. Da união dos dois, é criado tudo o que existe.


A Sacerdotisa representa a parte de nós que jamais foi ferida ou tocada, esse testemunho virginal que trazemos dentro de nós, um poço de pureza e confiança, uma floresta virgem inexplorada, fonte de potencialidades.


É o arquétipo da Deusa. Possui em si grande receptividade, afetividade, inspiração e paciência. É um arquétipo que traz a vontade de estudar e aprender.


Resumindo, as principais virtudes que o arquétipo da Sacerdotisa traz ao mundo são:

a conexão profunda com o inconsciente, com os sonhos, sentimentos e intuição.





Aspectos Luz da Sacerdotisa


As pessoas regidas por esse arquétipo possuem uma forte intuição e confiam em sua voz interior, confiam mais em sua intuição do que na razão. Tem grande sensibilidade e percepção sobre o que se passa com as pessoas e lugares.


São puras, etéreas e possuem serenidade, já que acompanham o tempo da eternidade. Elas costumam ser místicas, por terem uma grande atração por tudo o que é misterioso, sendo também muito receptivas às inspirações que recebem do mundo espiritual. Têm a mediunidade aflorada, capazes de canalizar informações e entrar em transe místico.


Também são introspectivas, isto é, sua força vital é voltada para o seu mundo interior; além de discretas, sabem guardar segredos e são compassivas. Sabem o momento certo de fazer as coisas, de gestar qualquer semente plantada em si.


Vivem em harmonia com seu lado feminino.





Aspectos Sombra da Sacerdotisa


Essas pessoas, quando em desequilíbrio, podem se tornar frias e distantes, prender-se demais à mente e se fechar ao novo, resultando na dificuldade de demonstrar suas emoções.

Analisam demais as pessoas e as situações, deixam de agir e geram estagnação na vida.


Podem se apegar demais ao seu mundo espiritual. Pela falta de conexão com a terra, acabam se sentindo inadequadas para viver em sociedade e perdem o prazer de viver na matéria.


De forma semelhante, podem desenvolver certa vaidade espiritual: acreditam que nada de mal vai lhes acontecer, porque são especiais pelo fato de serem espiritualizadas.


Renegam a sua sexualidade, buscando uma compensação para isso em dogmas morais ou religiosos. Por causa disso, podem sucumbir aos próprios preconceitos e tabus.





Reflexão



O arquétipo da Sacerdotisa é dotado de virtudes como a intuição e a conexão com o Sagrado Feminino.


Algumas das representações mitológicas desse arquétipo são: Perséfone, Isis, Virgem Maria, Sofia, Ishtar, Naña.


As características citadas são de extrema importância para todo e qualquer indivíduo. Precisamos todos nos conectar com o nosso eu interior e com o divino, para que assim possamos realmente criar uma conexão com o outro.


Uma das maneiras de gerar essa conexão com o seu eu mais profundo e com o divino que tudo cerca é o Mapa Arquetípico.


Sabendo o seu arquétipo regente, suas características luz e sombra, você poderá dar início, ou continuar (caso já tenha dado início), ao seu processo de individuação. Para ter acesso à todas essas informações, você pode fazer seu Mapa Arquetípico®.


Para fazer seu Mapa Arquetípico®, acesse o link:

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Abraços fraternos,


Mabel C. Dias

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