A Relação entre Arquétipos e Neurotransmissores como Combate à Depressão



O tema tratado neste artigo é delicado, mas muito importante de ser discutido. Um mês do ano foi separado especialmente para focarmos nessa questão, nomeado como Setembro Amarelo.


O Setembro Amarelo foi criado com o intuito de informar a população sobre a depressão, e aqui estarei deixando a minha opinião sobre o tema - além de trazer um ponto de vista simbólico sobre a doença.


E sim, pode haver uma melhora significativa conforme a gente for entendendo e aplicando os arquétipos em nossas vidas.


Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), no últimos 10 anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%. Isso corresponde a 322.000.000 de pessoas depressivas.


Só no Brasil, cerca de 12.000.000 de pessoas sofrem com esse problema. Doze milhões...esse é um número alarmante. Tão alarmante que a própria OMS caracteriza a doença como “o mal do século”.


E como, de fato, podemos mudar essa realidade?





Sintomas Físicos da Depressão


Eu, sinceramente, acredito que o primeiro passo é a gente quebrar o tabu em relação a depressão. É importante entendermos que a depressão é uma doença, uma doença séria. Acredito que jamais podemos reduzi-la a uma simples “frescura”, como algumas pessoas ainda a tratam.


O primeiro passo para dissolver esse pré-conceito é entendermos que a depressão, além de ser uma doença psicológica, ela também possui fatores biológicos em sua causa.


Segundo o site do Ministério da Saúde, existe uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente no que diz respeito aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e dopamina) - substâncias que emitem impulsos nervosos entre as nossas células e geram, em nós, determinadas sensações, sentimentos e pensamentos.





Efeitos dos Neurotransmissores sobre Nós



A imagem acima mostra como podemos ativar os nossos neurotransmissores com simples atitudes diárias.


Por exemplo, podemos ativar a noradrenalina através do recebimento de massagem, seja pedindo para alguém fazer me você ou ir em um local especializado. Praticar atividades físicas que exercitem o sistema cardiovascular; esportes radicais também ativam esse neurotransmissor. Tudo que faça a sua energia, a sua adrenalina subir.


Isso ajuda a reduzir o estresse, manter o corpo em alerta e facilita os processos cognitivos de aprendizagem do nosso cérebro, de criatividade, de memória.


Se realizarmos algumas dessas práticas acabaremos por ativar esses neurotransmissores. E com essa ativação, teremos efeitos reais em nossas vidas - efeitos esses que combatem a depressão.


Uma prática diária para ativar a dopamina é expressar a gratidão, recordar momentos felizes e fazer exercícios físicos. Ativando esse neurotransmissor diminuiremos a nossa ansiedade, nosso ânimo irá melhorar e haverá geração de energia e motivação para nossa vida.


Para ativar a serotonina, o hormônio regulador do humor, precisamos nos alimentar de comidas ricas em triptofano (como carnes, peixes, ovos, leite, chocolate preto e abacaxi, por exemplo).


Além de trabalharmos o otimismo em nossas vidas - isso regulará o nosso humor, irá melhorar o ritmo cardíaco e facilitará as tomadas de decisões.


Tomar sol ao longo do dia e dormir em um ambiente totalmente escuro ativará nosso hormônio do sono, a melatonina. Ao ativá-la, iremos melhorar a qualidade do nosso sono e isso resultará na regeneração celular. Ficaremos mais dispostos e nossa saúde ficará muito melhor.


Para ativar a endorfina, precisamos ter atividade sexual regular, dar e receber carinho, sorrir, estar em contato com a natureza e comer chocolate. Isso reduzirá os sintomas depressivos, gerará a sensação de bem-estar e de felicidade.


Dançar, abraçar, receber presentes, fazer carinhos e proporcionar toques corporais ativa a ocitocina - que resulta em bons sentimentos como confiança, respeito, segurança, além do bem-estar físico e emocional.


Essa é uma informação valiosa que mostra como algumas ações diárias podem aumentar os níveis de neurotransmissores em nosso cérebro. Mas existe uma ferramenta ainda mais poderosa, que influencia na produção de neurotransmissores: os arquétipos.





A Relação entre os Arquétipos e os Neurotransmissores


A produção de neurotransmissores por uma pessoas depende de quais arquétipos ela está vivenciando. Mudando isso, altera-se imediatamente quais neurotransmissores e em qual quantidade eles são produzidos e assimilados.


Ou seja, se a gente utilizar os arquétipos certos, podemos facilmente induzir sentimentos, comportamentos em nós mesmos.


Um neurocientista americano, Dr. Eric Nestler, mostrou por meio de suas pesquisas que se nos expormos, continuamente, a um determinado estímulo, esse estímulo provocará uma alteração em nossa química cerebral.


Conhecendo arquétipos e como utilizá-los da maneira correta, podemos alterar a nossa química cerebral - o que, por si só, já é uma incrível ferramenta para lidarmos com a depressão.


Por exemplo, os arquétipos da águia, do falcão, do gavião e da coruja são alguns dos mais poderosos arquétipos que existem. Eles fazem o nosso cérebro produzir dopamina, provocando um aumento na autoestima, poder de ação, sabedoria, vontade de realização.


Não somente as imagens desses animais tem esse poder, mas também o som que eles emitem, a personalidade deles - tudo isso é informação que é enviada para o nosso cérebro, ativando a produção do neurotransmissor dopamina.


Mas essa é apenas a explicação científica que muitos ainda precisam para se convencer de mergulhar no mundo dos arquétipos. Porém, nós do projeto Artétipos, tendemos à uma análise mais simbólica e artística.


Juntamente com a Dra. Mabel, chegamos a alguma hipóteses mais filosóficas e interessantes sobre a depressão e o uso dos arquétipos.


Se você perguntar: “por que arquétipos?”, a resposta é: “porque o mundo precisa de significado”. Dependendo do significado que damos àquilo que acontece conosco em nossas vidas, ao nosso redor, nos sentimos bem ou nos sentimos mal.


O ponto chave da utilização de arquétipos em casos de depressão é o significado.


Quando uma pessoa se encontra em depressão, a vida perde o sentido para ela. Portanto, melhores arquétipos podem ajudá-la a recuperar essa vontade de viver, o bem-estar - coisas que dependem fundamentalmente do significado.


O ser humano necessita de significado, senão sua vida fica vazia e triste. O que colore a experiência é o significado que damos à vida.


E o que são esses significados? São os arquétipos.


Quando falamos sobre suicídio, um tema extremamente delicado, existem duas possíveis abordagens: tem pessoas que julgam a pessoa que cometeu esse ato como covarde e tem aqueles que enxergam como heroísmo, pois teve coragem de tirar a própria vida.


Na verdade, normalmente aquele que tira a sua própria vida tem sua mente cega, cansada. Ela não está em sua plena consciência, ela quer simplesmente fugir de uma dor. Dar significado é responder os porquês.


Se você tem um arquétipo forte que te impulsiona para cima, para a existência, você enxergará as questões como uma coisa natural. Você se sairá melhor naquilo que acontece contigo. Não é que você não sofrerá e não se sentirá triste, mas você lidará melhor.


Quando você está sendo influenciado por arquétipos negativos, jogando tudo para a sua sombra, tudo para debaixo do tapete, essa sombra se torna gigantesca e simplesmente te engole.


Você passa a ver tudo através da tristeza, nada passa a ter mais sentido, tudo é dolorido e sofrido, você não entende o porquê das coisas acontecerem, se sente vítima...isso se torna uma bola de neve, que não para de crescer. E quanto mais você se sente assim, menos significados positivos, menos aspectos luz dos arquétipos você incorpora em sua vida.


A atitude do suicídio é uma atitude extrema. O que precisamos objetivar é que as pessoas que sofrem desse problema encontrem um significado e não acabem com a sua própria vida, essa manifestação maravilhosa da existência.


Somos a pura arte expressa em realidade. E sim, se encontrarmos esse significado, juntos conseguimos mudar esse cenário de depressão global.


Enfim, essa é apenas mais uma visão sobre essa temática. O objetivo não é anular nenhuma outra, é uma visão aditiva - mais um ponto de vista para colaborar com o todo dessa discussão.





Reflexão



Se você sofre com essa doença, eu lhe aconselho três ações:

  • procurar um médico e um psicólogo, esses são os profissionais que conseguirão entender melhor os aspectos psicológicos e biológicos, e se for o caso lhe medicar da maneira correta;

  • caso você esteja passando por um momento extremamente difícil, ligue para o número 188 (Centro de Valorização à Vida), esse canal de atendimento é gratuito, funciona 24h por dia, 7 dias por semana e conta com pessoa que lhe ouvirão e saberão com lhe ajudar da melhor forma possível;

  • busque um significado, e para isso nada melhor do que a arte (seja através da expressão musical, corporal, plástica, audiovisual, fotográfica, das artes marciais ou qualquer outra).


A arte é o caminho mais curto entre nós e os arquétipos, entre nós e nosso Inconsciente, entre nós e a nossa mais profunda sombra...a arte é vida.


E você? Já sabe qual é o arquétipo regente em sua vida? Tem vontade de descobrir? O Mapa Arquetípico® é um verdadeiro mapa que mostra o caminho para você viver, da melhor forma, o arquétipo que lhe rege.


Se quiser fazer seu Mapa Arquetípico®, acesse o link:

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Abraços fraternos,

Lucca Ferronatto

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