A Linguagem para se Conectar com o seu Inconsciente



Neste artigo exploraremos um pouco o processo de como podemos nos conectar com o nosso próprio inconsciente, como podemos fazer o conteúdo que se encontra em nosso inconsciente emergir para a superfície.


Como nos relacionar melhor com esse conteúdo, resolver nossos conflitos e viver de maneira plena.


Tentar buscar o sentido das coisas, encontrar esse sentido que todos precisamos e que já está dentro de nós - só não entendemos a linguagem ainda.


É sobre essa linguagem que trataremos aqui.


Fazendo um panorama sobre o cenário mundial, podemos observar e chegar à conclusão de que ninguém está bem. O Brasil está entre os países com maior índice de ansiedade e depressão do mundo.


Os distúrbios mentais se encontram pelo mundo todo, as pessoas estão tristes, estressadas, com pânico, câncer, doenças infecciosas (que contagiam e se proliferam), guerras, discursos de ódio - pessoas pregando o mal, agredindo aqueles ao seu redor…


É nítido que a humanidade não está bem. E me pergunto: “O que podemos fazer para que humanidade dê certo? Para que ela funcione? Principalmente, para que as pessoas não sofram?”


Objetivo é não sofrermos (não precisamos sofrer dessa forma).





A Crise da Humanidade


A crise da humanidade surge de repressões e de nossos complexos. Todos possuímos complexos, e eles não são poucos.


Eles se encontram em nosso inconsciente, na camada mais profunda de nossa psique descoberta por Sigmund Freud. A grosso modo, cada um de nós tem duas camadas em nossa psique:


  • a mente consciente: tudo aquilo que nós percebemos, tudo o que está à tona em nossa mente e vemos como realidade;

  • e o inconsciente: a camada mais profunda de nossa mente.


Um exemplo de como você pode perceber o inconsciente, de forma prática, em sua vida são os sonhos. Eles estão na camada inconsciente e interagimos com essa parte de nossa mente através de sonhos.


Aliás, você perceberá mais a frente, que o sonho é uma gigante e perfeita ferramenta para nos comunicarmos com o nosso inconsciente. Mas, infelizmente, não costumamos entender muito bem o que os nossos sonhos representam.


Primeiramente, o inconsciente e a vida dialogam conosco o tempo todo. O quanto será que estamos permitindo ou preparados para entender esse diálogo (tanto da vida quanto do inconsciente)?


Estamos pouco preparados porque fomos ensinados a consumir mídia, entretenimento barato, dentre diversas outras coisas; além daquilo que absorvemos e nos é colocado por nossas famílias, e perdemos a conexão com o simbolismo e o significados das coisas.





O Diálogo com o Inconsciente



Mas o diálogo do inconsciente não é racional, verbal ou escrita, com palavras. Ele conversa conosco através de símbolos. Portanto, não há como entendermos a linguagem do nosso inconsciente se tentarmos racionalizar os símbolos que nos são apresentados - em nossos sonhos, ou andando pelas ruas, seja qual for a situação.


O que precisamos fazer é o processo contrário, precisamos ensinar o nosso lado racional a pensar na linguagem dos sonhos. Temos que começar a agir e viver a linguagem de nossos sonhos - a linguagem do absurdo, do abstrato, onda não há limites.


Quando estamos acordados, em nossa realidade e mente consciente, estamos repletos de crenças que limitam a nossa experiência e não conseguimos viver todas as possibilidades que os sonhos nos proporcionam.


Para aprendermos essa linguagem, devemos nos expressar através de símbolos e da arte.


Se queremos evoluir como ser, participar do desenvolvimento do planeta e entender de onde viemos, para onde vamos, qual o nosso papel...tudo isso só faz sentido ao entender o aspecto simbólico.


O símbolo dá sentido à vida.


E como colocar isso em prática? Através da prática artística.


Como você entenderá a linguagem dos sonhos - uma linguagem do absurdo, pictórica, simbólica? Através da sua expressão nessa mesma loucura, nessa mesma multiplicidade que são os sonhos.


Você pode se expressar por meio de: uma música, da pintura, de desenhos, mas também consumindo algum tipo de arte que estimule a interpretação; você pode utilizar o tarot como forma de interpretação, passar a escrever sobre seus sonhos...enfim, as possibilidades são muitas.


Para você analisar um sonhos e sentir um símbolo, leva tempo. Anotar seus sonhos e estar constantemente revisando essas anotações, quem sabe até mesmo desenhar o seu sonho, é o caminho para dialogar com o seu inconsciente.


O inconsciente se comunica conosco através de símbolos, de desenhos, e principalmente de imagens - também pode haver sabores, cheiros, sons.


Dar voz ao seu inconsciente é a maneira para entender o que está acontecendo com você, e isso pode ser feito através de desenhos livres (independentemente se você desenha bem ou não). Essa ilustração será a expressão pura do seu inconsciente.


Dificilmente você conseguirá expressar em palavras o seu inconsciente, mas ele certamente jogará informações no desenho que você estiver fazendo. E a partir de então, você poderá se expressar mais simbolicamente e entender melhor os símbolos que aparecem para você, mas você precisa viver esses símbolos.





Vivendo os Símbolos


Você já parou para se perguntar o que é somatizar? Somatizar é fazer com que algum conteúdo psíquico seja transmitido para o corpo - por isso das conhecidas doenças psicossomáticas. Ou seja, a doença se originou em sua psique e você a manifestou em seu corpo.


Isso acontece porque nós nos reprimimos a todo momento. Se você quer aprender a falar a linguagem do seu inconsciente, se permita sair da sua zona de conforto, sem tabus, sem regras sociais (claro que respeitando a liberdade alheia).


A vida é liberdade. O primeiro passo para entender a linguagem do seu inconsciente, para resolver algum complexo, é entender a raiz disso - pode ser falta de amor, problemas sexuais, repressão social/midiática/religiosa. Liberte-se disso.


Ao se libertar, você expressará a sua soma e parará de somatizar, de manifestar doenças. Permita-se. Olhe mais para si e menos para o outro. Expresse as suas emoções.


Para fazer arte é necessário se libertar, é preciso ao menos conseguir se expressar. Se não conseguimos fazer isso - não pelo outro, mas porque nós mesmos estamos nos reprimindo - não conseguiremos fazer arte, nos aproximar de símbolos e entender a linguagem simbólica, portanto não conseguiremos entender o nosso inconsciente. Continuaremos a manifestar doenças, discursos de ódio, repressão, tristeza, guerra…


Quantos milhões de anos tem o desenvolvimento do ser humano e estamos há somente 30 anos sem guerra? O planeta Terra não está saudável e não está tudo bem. É de grande interesse de certos meios e locais que a situação continue a mesma.


Ao pararmos de nos reprimir, iniciaremos o processo de expansão artística e, consequentemente, entenderemos o que o nosso inconsciente está tentando nos falar.


Arte não é saber fazer algo, arte é expressão seja ela corporal (por meio de danças), sonora (música), plástica (pinturas)...não existe feio ou bonito aqui, existe expressão simbólica e é isso que quero propor aqui.


Para entender a linguagem do seu inconsciente, você precisa ensinar a sua racionalidade a linguagem dos sonhos. Viver o absurdo, viver a beleza e o símbolo que é o sonho.


Falar a linguagem dos sonhos é permitir a linguagem do extraordinário, porque essa é a linguagem simbólica.





Referências Artísticas



Além de propor o que está acima, quero te dar algumas referências artísticas para você consumir e assim você poderá ampliar o seu ponto de vista interpretativo, o seu campo de imaginação e conexão com o seu inconsciente.


Aqui terá indicações referentes à música, cinema, poesia, dança e arquitetura. Ao consumirmos esse tipo de conteúdo a primeira reação é a perplexidade, mas o interessante é fazer esse exercício: afastar a racionalidade, não tentar entender, mas sim interpretar.


Qual é o sentimento que aquela arte está querendo lhe passar?


Tudo isso é um exercício, nada sugerido é como uma meditação que precisa ser ouvida todos os dias. É uma dica para que você possa quebrar alguma limitações iniciais que a nossa mente sempre tem e que nos dificulta o acesso ao inconsciente.


No que diz respeito à música, a minha sugestão é Tom Zé. Um artista brasileiro, um dos precursores do movimento tropicalista (conhecemos Gilberto Gil, Caetano Veloso, Rita Lee, Os Mutantes, Gal Gosta).


Abaixo terão alguns links dos álbuns de Tom Zé, muito simbólicos que também beiram o absurdo, para que você possa ouvir e se permitir navegar por outras sensações e sentimentos.


Tom Zé (Nave Maria): https://www.youtube.com/watch?v=YcdL0BGsLS0

Tom Zé (Vai): https://www.youtube.com/watch?v=2Dcu2XWTT18&list=PLF348DEFF0B5AE828

Tom Zé (Sobe ni mim): https://www.youtube.com/watch?v=Lxwx-BGrzPY


Sobre a pintura, minha sugestão são Hieronymus Bosch, Salvador Dalí e Pablo Picasso.


No cinema, minha indicação é Alejandro Jodorowsky. Não é muito fácil ter acesso aos seus filmes, mas é possível achar pela internet.


No que diz respeito à filmes, minhas indicações são A montanha Sagrada e Poesia sem fim.


Na área da poesia, este poeta brasileiro é estupendo, Manoel de Barros (link para acesso à algumas de suas poesias: https://www.revistabula.com/2680-os-10-melhores-poemas-de-manoel-de-barros/). Leia e sinta.


Na dança, procure por Pina Bausch (link para acesso: https://www.youtube.com/watch?v=lDJFMvU2ZqY)


Por último, na arquitetura, procure por Gaudí. Sua arquitetura é extremamente simbólica e diferente do que se faz hoje.





Reflexão



Aqueles que me acompanham sabem que eu me comunico bastante através da arte pois estou sempre buscando na prática resolver os meu conflitos, os meu complexos, me expressando, trazendo o conteúdo do inconsciente para o consciente.


Essas são algumas práticas que podemos realizar: consumir arte, tentar não racionalizar aquilo que consumimos mas sim interpretar. Ao fazer tais exercícios, ficará muito mais fácil de se expressar.


Permita-se. Esqueça os tabus, as regras, os conceitos sociais pré-determinados...isso não é necessário. Vamos, literalmente, mudar o nosso planeta. Precisamos melhorar a nós mesmos, pois todos nós estamos doentes e temos complexos.


Precisamos assumir esse fato e colocar isso para fora através da arte como meio de expressão. Ela é única que pode nos salvar. A arte é a própria experiência divina, é a experiência de vida em seu modo mais sublime. Ela é a conexão com o Divino - todos temos um pedaço do Divino conosco, que compartilhamos no inconsciente coletivo.


Todos somos parte de um Todo.


Isso não é uma regra, é aquilo que funciona para mim. Eu consegui transformar a minha vida (e continuo conseguindo) através da arte - essa é a minha dica.


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Abraços fraternos,

Lucca Ferronatto

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